Tá na Mesa! (3) Muitos Membros, Um Só Corpo

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OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo continuamos o nosso Mês da Família na IBABI com a minissérie “Tá na Mesa!”, um estudo bíblico que examina o conceito da igreja como família. Já estudamos os conceitos de Dt 6.4-9 (amar, ensinar, espalhar) e o exemplo da igreja primitiva em Atos 2.42-47 (perseverança, temor, comunidade, unanimidade e reprodução). Neste domingo estudamos a ilustração do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12, que compara a igreja ao corpo.

Neste capítulo, Paulo abordou atitudes e comportamentos errados que surgiram pelo uso indevido dos dons espirituais. Ao invés de enxergar a origem e o propósito dos seus dons, os coríntios estavam usando-os para causar divisão. Hoje, embora alguns dos dons alistados tenham cessado, nós ainda vemos situações semelhantes nas igrejas, por não enxergarmos a igreja como um corpo.

Primeiro, e mais importante, é entender que o corpo é criação de Deus pelo Espírito. Cada pessoa tem, individualmente, os dons, ministérios e formas de atuação que Deus lhe deu pelo Espírito, e isto para o bem comum e de acordo com a Sua vontade. Em seguida, Paulo aponta para o fato que a igreja, como o corpo humano, é uma unidade; os diversos membros devem operar em conjunto. Ao mesmo tempo, o corpo apresenta diversidade, pois cada membro existe para exercer sua função dentro do corpo, sem necessidade de conflito, inveja, cobiça ou desânimo (caso algum membro se sinta inferior). Finalmente, vimos que um corpo saudável tem cuidado dos seus membros, dando tratamento individual àqueles que precisam de atenção especial.

CORAÇÕES ABERTOS

Como observamos, Paulo usou a ilustração do corpo para aplicar ao uso indevido de dons que ocorria na igreja de Corinto. É interessante observar que ao concluir seu ensino Paulo escreveu que passaria a mostrar-lhes “um caminho ainda mais excelente”. (1 Co 12.31). Qual era este caminho? Atuação dentro do corpo que parte do amor bíblico (1 Co 13). Não é acidente que o amor seja a base tanto do ensino de Paulo como da nossa série; afinal, os dois maiores mandamentos que Deus dá aos homens são alicerçados no amor. Como podemos aplicar a ilustração do corpo à nossa situação, já que não enfrentamos os mesmos problemas de Corinto?

O corpo é criação de Deus pelo Espírito Santo. Vemos que muitos enxergam a igreja como invenção humana, e portanto participação nela como uma escolha individual.  Como este ensino contraria esta noção atual? Qual é a importância de Deus ser o criador do corpo? (Veja 1 Co 12.4-7).

O corpo é uma unidade. Quando enxergamos a igreja como um corpo só, vemos facilmente como estes desentendimentos são doentios e improdutivos (Tg 4.1-3). Você está em algum conflito com um irmão em Cristo (da sua igreja ou de outra, com o seu cônjuge ou alguém da família)? Se somos um corpo só, por quê?

O corpo é caracterizado pela diversidade. Deus constituiu a igreja com membros de todo tipo, com dons, ministérios e formas de atuação diferentes. Será que visamos valorizar e potencializar os diversos dons, etc. dentro do nosso corpo? Ou só valorizamos aqueles que demonstram interesses e habilidades iguais as nossas?

O corpo cuida dos seus membros. Cabe ao corpo cuidar dos seus membros, sofrendo quando um membro sofre, lidando com casos de pecado, alegrando-se quando um membro é honrado. Fazemos isso?

MÃOS ESTENDIDAS

Um dos grandes problemas da igreja do século XXI é que existem membros que simplesmente não veem a necessidade de participar do corpo. Ao invés de enxergar a igreja pelas metáforas bíblicas: família, corpo, noiva, etc., com todas as implicações destes retratos, muitos se veem como sócios de um clube, cuja participação é voluntária e não membros de um corpo cuja participação é indispensável.

E você, como você enxerga sua participação na igreja? Se os seus olhos decidissem, a partir de hoje, participar do seu corpo da mesma forma que você participa na sua igreja, quando e quanto eles lhe seriam úteis?

Para termos uma igreja saudável, é necessária a participação saudável de todos os membros (diversidade), com singeleza de coração (unidade), direcionados pelo entendimento que somos corpo porque Deus nos constituiu corpo com a salvação pela graça mediante a fé em Jesus Cristo e nos capacita pelo Espírito Santo para exercer nossa função no corpo, a fim de amar a Deus completamente (Dt 6.5) e amar aos outros como Ele nos amou (Jo 15.12).

A grande pergunta é como? Se não estamos atuando assim, como chegamos a este ponto? Esta tarefa servirá para tomar alguns passos práticos.

Exame de vista. Num papel, avalie honestamente como você tem enxergado a igreja e se esta ótica é coerente com o retrato bíblico de corpo, família, noiva, etc.

Auscultação cardíaca. No mesmo papel, avalie a saúde do seu coração, referente ao amor por Deus e pelos outros. Que determina o ritmo do seu coração, Deus ou alguma outra coisa (idolatria)? O que está fazendo para estimular seu amor por Deus em Cristo?

Prescrição bíblica. Lembre-se de que não lhe falta nada! Procure estudar as Escrituras para entender as riquezas espirituais que você recebeu ao crê em Cristo, para assim colocá-las em prática.

MENTES OCUPADAS

Dia 1

Mateus 22.34–40

Dia 2

Marcos 12.28–34

Dia 3

Romanos 12.1-21

Dia 4

1 Coríntios 12.1-31

Dia 5

1 Coríntios 10.14–17

Dia 6

1 Coríntios 11.23–32

Dia 7

Efésios 4.1–8

Tá na Mesa (2): O Exemplo da Igreja Primitiva

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OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo continuamos o nosso Mês da Família na IBABI com a minissérie “Tá na Mesa!”, um estudo bíblico que examina o conceito da igreja como família. Usando como base os conceitos de Dt 6.4-9 (amar, ensinar, espalhar), estudamos o exemplo da igreja primitiva registrada em Atos 2.42-47.

Observamos que aqueles que aceitarem a mensagem acerca de Jesus Cristo pela fé, em amor demonstraram atitudes que precisamos entender e imitar. Eles perseveraram na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Havia um temor em cada alma que demonstrava sua seriedade quanto as coisas de Deus. Os sinais e as maravilhas feitas pelos apóstolos serviam para encorajar a reverência pela Palavra revelada de Deus. Duas marcas importantíssimas da igreja primitiva foram comunidade e unanimidade. O texto descreve um grupo de pessoas vivendo em união e unidade, com unanimidade de participação e singeleza de coração. O resultado foi que em todo lugar que iam, no templo ou nas casas, eles viviam a fé de tal forma que Deus acrescentava diariamente pessoas aos seus números; eles se reproduziam.

Observamos também que a “cola” que ligava tudo isso não era algo humano—não era os pastores ou líderes, não era os ministérios, programas ou músicas, em fim, não era as coisas que muitos procuram em igrejas hoje—o que os ligava era Jesus Cristo. Eles eram os únicos no mundo que criam em Cristo, e os apóstolos eram os únicos que declaravam a Palavra de Deus sobre Jesus com fidelidade. Com essa única fonte, as pessoas não podiam optar por outras igrejas; havia uma só.

CORAÇÕES ABERTOS

O que mudou, então? Por que temos tantas opções hoje? Por que existem tantas igrejas por aí, algumas que nem ensinam a Palavra, mas insistem em ter o nome de Jesus? Por que temos falta de perseverança, temor, comunidade, unanimidade e reprodução? Cada caso será diferente, mas a resposta mais básica está no texto de Dt 6.4-9. A “cola” que liga e também gera todas estas qualidades é o amor de Deus por nós que leva ao amor por Deus da nossa parte. Como cristãos, sabemos que o amor por Deus só é possível num coração regenerado por Deus, mediante a fé em Jesus Cristo (Ef 2.8, 9). E esta fé só é possível pelo ouvir da Palavra de Cristo (Rm 10.17).

Na sua opinião, quais destas qualidades—perseverança, temor, comunidade, unanimidade e reprodução—estão sendo praticadas com regularidade na igreja?

Discuta com o seu grupo como elas se manifestam na vida diária da igreja.

Como você, pessoalmente, está aplicando estes princípios?

Na sua opinião, quais destas qualidades precisam ser fortalecidas na igreja?

Já mencionamos a relação entre estas qualidades e a “cola” do amor por Deus em Cristo. Que fatores ou circunstâncias estão enfraquecendo o elo entre o amor por Deus e estas dinâmicas na igreja?

O que pode ser feito para estimular o amor de Cristo para fortaleçê-las?

Em que áreas você, pessoalmente, precisa estimular o amor por Cristo?

MÃOS ESTENDIDAS

Ao observarmos as igrejas do primeiro século descritas no livro de Atos, nas epístolas de Paulo e nos outros livros do Novo Testamento, vemos que, mesmo com este início marcante, os membros logo começarem a se distanciar do seu primeiro amor e errar o caminho.

Cada frase em negrito abaixo representa um problema presente numa das igrejas do primeiro século. Leia o texto bíblico após cada frase, e anote num papel a solução dada pelo autor para o problema em questão.

A perda do primeiro amor (cristãos agindo no automático, sem o zêlo dos seus primeiros passos na fé) (Ap 2.4, 5). 

Cristãos que se comportam como descrentes (Ef 4.17–24). 

Membros que estão em desacordo um com o outro (Fp 4.2, 3). 

Ansiedade, temor ou falta de paz (Fp 4.6, 7). 

Cristãos lutando com a imoralidade (1 Co 6.18–20). 

Estes textos são uma pequena fração dos mandamentos e princípios diretos e práticos que a Bíblia oferece para guiar o cristão a viver o amor de Cristo em comunidade—em família—com a igreja. Avalie que mudanças precisam ocorrer na sua vida para que você possa contribuir para uma igreja saudável que vive com perseverança e temor, em comunidade e unanimidade, com reprodução.

MENTES OCUPADAS

Dia 1

Deuteronômio 6.1-25

Dia 2

Atos 2.1-41

Dia 3

Atos 2.42-47

Dia 4

Colossenses 3.1-25

Dia 5

Efésios 4.1-32

Dia 6

Filipenses 4.1-23

Dia 7

1 Coríntios 6.12-20

Tá na Mesa (1): Amor, o Ingrediente Principal

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OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo iniciamos o nosso Mês da Família na IBABI, começando também uma nova minissérie, “Tá na Mesa!”, um estudo bíblico sobre a família. Diferente dos outros anos, onde focamos mais na definição literal de família (marido, esposa, filhos, etc.), este estudo abordará também conceitos da igreja como família. Cada estudo apontará para mandamentos e princípios que ajudarão a enxergar a igreja local como uma família composta de famílias.

Neste domingo, estudamos como texto fundamental à série Deuteronômio 6.4-9. Estas instruções, originalmente dadas ao povo judeu à véspera da sua entrada na terra prometida, serviram como guia para todos os mandamentos e princípios da lei. No Seu tempo, Jesus confirmou que o mandamento principal, “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (v. 5), é a base de toda a revelação divina e serve universalmente para toda a humanidade.

Adaptamos um conceito do pastor Matt Chandler para dividir o texto em três partes, três círculos concêntricos. Começando do círculo central, cada princípio é necessário para passar para o próximo círculo, etc. A grande surpresa é que Deus não começou a Sua lei com regras a serem seguidas, mas com um mandamento para cada indivíduo de amar a Deus completamente (v. 5). Sem esse amor, é impossível fazer a segunda parte corretamente; o amor por Deus deve invadir todo o nosso ser. No próximo círculo, Ele lida com o lar, e ordena que devemos em todo momento ensinar a Palavra de Deus aos nossos filhos. Como o amor prescrito no primeiro mandamento, este ensino deve expandir e preencher todos os nossos momentos em família. Quando isso acontece corretamente, transborda naturalmente para fora do nosso lar até a comunidade. Ao ordenar que a palavra fosse escrita e colocada na testa e na mão como também nos batentes e nos portões, Deus visava a Sua Palavra sendo levada para todo lugar que fôssemos, e nossos lares sendo luz para nossa comunidade.

CORAÇÕES ABERTOS

Podemos abrir um pouco mais os princípios de cada parte do texto para uma aplicação espiritual. Lembre-se que a proposta é enxergar estas partes com círculos concêntricos. Do mandamento central, cada instrução depende da instrução anterior.

Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. (vv.4, 5)

Deus quer ser amado exclusivamente. Como vimos na série sobre mordomia, não podemos servir dois mestres. Também precisamos entender que o amor bíblico é descrito em termos de uma aliança, um contrato—embora inclua elementos emocionais, não se trata apenas de sentimentos. O que temos em nossa vida individual que estimula o nosso amor por Deus e Jesus Cristo?

E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. (vv. 6, 7)

Como pais, temos um dever de ensinar a revelação de Deus para os nossos filhos. Isso não pode ser apenas uma parte da criação dos nossos filhos, deve permear todos os aspectos da vida diária. Você se senta em casa? Você anda (ou dirige) pelo caminho? Você se deita e se levanta? Claro que sim! Mas em todos estes momentos você ensina e fala dos mandamentos e princípios de Deus? Você aproveita toda e qualquer oportunidade para transmitir a Palavra de Deus para os seus filhos?

Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. (vv. 8, 9)

Aqui o texto se estende para a comunidade que está além da porta de casa. A Palavra é levada no indivíduo onde quer que vá; está presente de forma intencional em casa; está sendo divulgada para os de fora da unidade familiar. A palavra de Deus está saturando sua vida pessoal e familiar a tal ponto que está transbordando para aqueles que estão na sua comunidade?

MÃOS ESTENDIDAS

Neste maior dos mandamentos, Deus está ordenando que as pessoas O amem. Se usarmos a definição de amor sentimental que está na moda atualmente, ficaria muito difícil obedecer este mandamento. Já pensou? “Você está ordenado a se sentir assim!” O próprio mandamento sugere que Deus está visando algo mais do que mero sentimentalismo; Ele procura uma decisão do indivíduo, “Eu vou amar a Deus”.

Primeiro, precisamos entender o amor bíblico verdadeiro.

Leia 1 Coríntios 13.4-8a e aliste as qualidades do amor bíblico usando suas próprias palavras. Estas qualidades são baseadas no sentimento ou numa decisão pessoal? Ou seja, há alguma descrição no texto que não é válida porque você está se sentindo triste, frustrado, irado ou outra coisa hoje?

Que outros textos bíblicos informam direta ou indiretamente sobre o amor de Deus que devemos imitar?

O segundo passo é remover obstáculos que impedem o crescimento natural deste amor.

Existem inúmeras coisas nesta vida que nós amamos, e demonstramos pelas nossas atitudes e ações. O que você está amando mais do que ama a Deus? Que atitudes ou pensamentos, hábitos ou comportamentos você precisa retirar da sua vida para ter uma visão melhor de Deus para amá-lO?

Finalmente, precisamos cultivar o amor por meio das coisas que estimulam o nosso afeto por Deus e Seu Filho Jesus Cristo.

Anote num papel como seria um dia comum na sua semana (eventos, atividades, etc.). Quantas destas coisas incluem um foco no amor de Deus para estimular o seu amor por Deus? Que atividades você poderia incluir no seu dia para este fim? Que músicas, programações, objetos de arte, literatura, hobbies, etc. podem estimular o seu amor por Cristo?

Você conseguem pensar de que outras maneiras você pode estimular o seu amor por Deus, Jesus Cristo e a Sua revelação?

MENTES OCUPADAS

Dia 1

Deuteronômio 6.1-25

Dia 2

1 Coríntios 13.1-13

Dia 3

Colossenses 3.1-17

Dia 4

Efésios 2.1-10

Dia 5

Efésios 2.11-22

Dia 6

Gálatas 6.1-10

Dia 7

Salmo 127.1-5

Fidelidade com o que pertence aos outros.

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ouvidos-atentos

Neste domingo concluímos a minissérie em três partes, “Vivendo a Mordomia”, na qual estudamos princípios bíblicos de fidelidade, responsabilidade e prestação de contas. Usamos como pensamento principal a frase do apóstolo Paulo, “o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel” (1 Co 4.2). Nos norteamos pelo esboço dos princípios de Lucas 16.10-13: Fidelidade 1) nas coisas pequenas; 2) com o dinheiro; 3) com o que pertence aos outros; e, sempre, 4) fidelidade a Deus. Continuar lendo

Fidelidade com o Dinheiro

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Neste domingo continuamos a minissérie em três partes, “Vivendo a Mordomia”, na qual estamos estudando princípios bíblicos de fidelidade, responsabilidade e prestação de contas. Usamos como pensamento principal a frase do apóstolo Paulo, “o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel” (1 Co 4.2). Nos norteamos pelo esboço dos princípios de Lucas 16.10-13: 1 – Fidelidade nas coisas pequenas; 2 – fidelidade com o dinheiro; 3 – fidelidade com o que pertence aos outros; e, servindo de estrutura geral para todos os princípios, 4 – fidelidade a Deus. Continuar lendo

Fidelidade nas Coisas Pequenas

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ouvidos-atentos

Neste domingo fizemos uma pausa na série “Podes Crer” para começarmos uma minissérie de três mensagens, “Vivendo a Mordomia”, na qual estudaremos princípios bíblicos de fidelidade, responsabilidade e prestação de contas. Usaremos como pensamento principal a frase do apóstolo Paulo, “o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel” (1 Co 4.2). Usaremos como esboço geral das mensagens os princípios de Lucas 16.10-13, o que o autor Lou Priolo chama dos “testes da fidelidade”: 1 – Fidelidade nas coisas pequenas; 2 – fidelidade com o dinheiro; 3 – fidelidade com o que pertence aos outros; e, servindo de estrutura geral para todos os princípios, 4 – fidelidade a Deus. Continuar lendo

A História de Lázaro em 3D (2): A Dimensão Humana

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JOÃO 11

OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo voltamos à série Podes Crer com a conclusão da minissérie “A História de Lázaro em 3D”, onde examinamos o capítulo 11 de João pela perspectiva histórica, espiritual e humana. Na primeira mensagem (07/08), examinamos as dimensões histórica e espiritual, observando os aspectos factuais da ressurreição de Lázaro juntamente com o ensino bíblico claro acerca da deidade de Cristo. Continuar lendo

Efésios 6.4 (Dia dos Pais 2016)

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OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo, pensando no dia dos pais, estudamos apenas um versículo com uma mensagem muito rica e importante para os pais. Efésios 6.4 dá a seguinte instrução: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”. Esta ordem encontra no contexto imediato de instruções para os filhos (vv. 1-3) e para os cônjuges (5.22-33), e no contexto maior do livro inteiro, que fala do plano eterno de Deus de unir todas as coisas em Cristo.

Observamos que é bem provável que a ordem aos pais é direcionada primeiramente aos homens, e não a ambos os pais (pai e mãe). Enquanto isso não livra a mãe desta responsabilidade, afirma mais uma vez a importância do homem como líder no lar e na criação dos seus filhos. Observamos em seguida que temos dois mandamentos para os pais; um negativo e um positivo.

O mandamento de não provocar os filhos à ira não se trata de mimar o filho, dando-lhe tudo que deseja para que não se zangue. De fato, a ordem já remete ao segundo mandamento do texto, pois a nossa ira está interligada ao nosso senso de justiça. Seu filho se ira quando julga a situação desfavorável aos seus desejos baseado no seu senso de certo e errado (justiça). Nós provocamos os nossos filhos à ira quando ensinamos e transmitimos qualquer justiça além da justiça santa e perfeita de Deus.

Por isso o mandamento de criar se torna tão importante. O verbo criar implica nutrir a criança—levá-la da infância à maturidade, desenvolvendo um adulto produtivo. No caso de cristãos, tem uma implicação maior, de levar a criança à eternidade, onde entende o seu destino eterno diante do Criador. A única forma de fazer isso corretamente é na disciplina (que implica uma educação que infunde os os valores dos mandamentos e princípios de Deus) e a admoestação (que significa uma confrontação verbal ou conselho que corrige e instrui na justiça de Deus). A frase “do Senhor” é importante, pois lembra que o conteúdo do nosso ensino e a maneira que ensinamos precisam refletir os valores e o caráter de Cristo.

CORAÇÕES ABERTOS

Em seu livro O Coração da Ira, o autor Lou Priolo dá “25 maneiras pelas quais pais provocam os seus filhos à ira” (veja a lista na próxima seção), e nenhuma delas fala acerca de não dar ao filho o que ele deseja. O nosso coração é enganoso (Jr 17.9), portanto o nosso senso de certo e errado (justiça) também está equivocado. Os nossos desejos—até desejos corretos, quando se tornam excessivos—nos levam a brigas e contendas (Tg 4.1-10), até com os nossos filhos.

É por isso que precisamos entender o plano de Deus para a criação dos nossos filhos, e desenvolver um plano de ação para a nossa família.

Concluímos a mensagem de domingo com a seguinte declaração acerca do ensino de Efésios 6.4: A criação bíblica dos filhos é um plano deliberado que visa levar a criança à maturidade da fase adulta (e eterna), não guardando para si o seu próprio senso de justiça (ira), mas que entende a justiça santa e perfeita de Deus, pois foi educado com disciplina e confrontação verbal num ambiente que reflete o caráter manso e humilde de Cristo.

Cabe a nós fazer algumas perguntas pertinentes:

Será que eu tenho um plano deliberado de ação para criação dos meus filhos? O meu plano reflete os alvos e propósitos bíblicos? O meu plano é de longo prazo, que visa levá-los a maturidade, ou é de sobrevivência, que visa simplesmente chegar vivo ao final do dia?

O que eu estou ensinando aos meus filhos pelas minhas palavras, atitudes e comportamentos? A minha justiça, ou a justiça de Deus?

A maneira que eu ensino os meus filhos reflete os valores e o caráter de Deus?

O conteúdo do meu ensino, como também a forma que ensino, refletem o caráter manso e humilde de Cristo?

MÃOS ESTENDIDAS

Use a seguinte lista (“25 Maneiras…” do Lou Priolo) como guia para avaliar a sua família. Para cada item, avalie e escreva um número de 1 a 5 para indicar a frequência que o item ocorre no seu lar. (1 = Muito infrequente; 5 = Muito frequente).

  • Falta de harmonia conjugal
  • Instituir e manter um lar onde a criança é o centro
  • Ser o exemplo de ira pecaminosa
  • Ter o hábito de disciplinar enquanto está irado
  • Repreensão
  • Ser inconsistente na disciplina
  • Ter padrões duplos
  • Ser legalista
  • Não admitir que está errado e não pedir perdão
  • Criticar constantemente
  • Pais invertendo as funções dadas por Deus
  • Não dar ouvidos à opinião dos filhos e não levar a sério o seu “lado da história”
  • Comparando-os aos outros
  • Não ter tempo “só para conversar”
  • Não elogiar ou encorajar seu filho
  • Não cumprir promessas
  • Disciplinar na frente dos outros
  • Não dar liberdade suficiente
  • Dar liberdade demais
  • Zombar de seu filho
  • Exagerar na disciplina física
  • Ridicularizar ou xingar
  • Expectativas irreais
  • Favoritismo
  • Educar os filhos com metodologias mundanas incompatíveis com a Palavra de Deus

Depois de reconhecer a presença destas coisas no seu lar, o próximo passo é desenvolver um plano de ação bíblico para resolver estes problemas no seu lar, um por um, começando pelos itens que ocorrem com mais frequência.

MENTES OCUPADAS

Dia 1

Efésios 5.22-33

Dia 2

Efésios 6.1-4

Dia 3

Colossenses 3.17-21

Dia 4

Deuteronômio 6.1-25

Dia 5

Provérbios 1.1-19

Dia 6

Provérbios 1.20-33

Dia 7

Tiago 4.1-10

A História de Lázaro em 3D (1): As Dimensões Histórica e Espiritual

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JOÃO 11

OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo retomamos a nossa série Podes Crer com a largada de uma minissérie em duas partes, “A História de Lázaro em 3D”, onde examinaremos o capítulo de João 11 pela perspectiva histórica, espiritual e humana. Na mensagem de domingo estudamos as primeiras duas perspectivas. Continuar lendo

#Ovelha (3): Eu e o Pai Somos Um

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JOÃO 10.22-42

OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo encerramos a minissérie #Ovelha, um estudo do capítulo 10 do evangelho de João. Depois de estabelecer o retrato do pastoreio de ovelhas nos vv. 1-5, Jesus usou a fórmula “Eu Sou…” duas vezes para se identificar com a metáfora. Primeiro afirmou, “Eu sou a porta das ovelhas” (vv. 7, 9), estabelecendo que Ele é a única salvação legítima das Suas ovelhas. Como vimos na segunda mensagem, Ele também declarou, “Eu sou o bom pastor” (vv. 11, 14); o bom pastor dá Sua vida pelas ovelhas, as conhece e é conhecido por elas.

Na mensagem de domingo estudamos os vv. 22-42, que começa com um pedido insincero dos fariseus: “Até quando nos deixará em suspense? Se é você o Cristo, diga-nos abertamente”. (v. 24). Insincero, pois eles já estavam convencidos que Jesus era um pecador por violar o sábado (9.16, 24), e procuravam apenas um motivo para justificar matá-lo (5.18; 7.1; 8.59). Além disso, eles estavam sendo incoerentes, pois já haviam declarado que Ele não podia testificar de si mesmo (8.13), mas agora pediam justamente isto dEle: diga-nos abertamente se é o Cristo!

Existem várias verdades nesta passagem, mas a resposta de Cristo pode ser resumida à frase: “Eu e o Pai somos um” (10.30). Novamente, a questão central, tanto da mensagem de Jesus como da queixa dos fariseus, é que Jesus estava se declarando igual a Deus. A unidade do Filho e do Pai é central à perseverança dos santos (falaremos mais deste assunto na seção Corações Abertos). Também é central à aceitação de Jesus como o Cristo, que é o tema central do evangelho (20.30, 31). Jesus argumenta que se Deus chamou de “deuses” mero homens a quem veio a Sua revelação, o que deve ser chamado Aquele que é a própria Revelação de Deus? É uma referência ao Salmo 82, onde Deus acusa os governantes da Terra, dizendo que embora reconhecidos como homens poderosos (“deuses”), eles eram, de fato “simples homens” que morreriam (vv. 6, 7). Jesus, acusado pelos fariseus de ser um “simples homem”, estava dizendo que não era nada menos do que o próprio Deus (Jo 10.34-36)!

CORAÇÕES ABERTOS

“Eu já lhes disse, mas vocês não crêem. As obras que eu realizo em nome de meu Pai falam por mim, mas vocês não crêem, porque não são minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um”.  

—João 10.25-30

Nesta passagem Jesus usou a metáfora das ovelhas para explicar algo negativo referente aos fariseus, e algo positivo referente às Suas ovelhas verdadeiras. Ambas as verdades são tremendamente importantes para o nosso entendimento da salvação em Cristo.

Primeiro, as más notícias… É fácil ler a afirmação de Jesus aos fariseus nos vv. 25-27 sem perceber um detalhe muito importante. Ele não disse que os fariseus se recusavam a crê nEle portanto não eram Suas ovelhas. (Ou, poderíamos dizer “não eram ovelha porque não creram”). Não, Jesus declara que a falta de fé deles vem do fato que eles não eram Suas ovelhas. Não tinham as qualidades de ovelhas verdadeiras: não ouviam a voz do bom pastor; não O conheciam, portanto não O seguiam! Não creram porque não eram Suas ovelhas! Que implicações esta verdade tem para o nosso entendimento da salvação?

Agora as ótimas notícias! A verdade acima pode parecer muito forte, pois somos fãs do livre arbítrio, mas considere as implicações positivas que Jesus ressalta logo em seguida: as ovelhas verdadeiras têm garantia de vida eterna; jamais perecerão! Ninguém é capaz de arrancá-las das mãos de Jesus. Como se não bastasse, também estão nas mãos de Deus Pai, e certamente é impossível arrancá-las das mão dEle! Mas tudo isso volta para a verdade que isso é possível somente porque “Eu o Pai somos um”! Você tem meditado recentemente sobre o fato que, como ovelha de Cristo, você tem vida eterna garantida? Como isso está transformando sua vida diária e o seu testemunho?

MÃOS ESTENDIDAS

Vale a pena LER de novo! Quando estudamos sobre a salvação no ano passado, fizemos esse exercício. Agora que chegamos a João 10.27-30, convém lembrar de outros trechos que falam claramente da segurança da salvação que temos em Cristo.

Leia os seguintes trechos bíblicos, e responda: O que este trecho ensina sobre a certeza da salvação? Que palavras-chave apontam para a garantia de Deus sobre a salvação neste trecho?

Por exemplo: João 5.24—Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida”. O versículo ensina que a vida eterna e a justificação são concedidas àqueles que ouvem a palavra de Jesus, e creem em Deus (fé). O verbo “tem” declara um ato feito. A frase “não será condenado” aponta para a justificação futura—não haverá condenação. Os dois falam de certezas. A frase “já passou” declara uma condição completa; não é futura, nem condicional—a mudança da morte para vida já aconteceu pela graça, mediante a fé naquele que crê.

Agora repita o exercício numa folha separada com as seguintes passagens.

João 10.27-30

Romanos 8.29-30

Romanos 8.35-39

Efésios 1.13, 14, 18-21

Filipenses 3.20-21

Hebreus 7.24-25

Judas vv. 24-25

MENTES OCUPADAS

Dia 1

João 10.1-10

Dia 2

João 10.11-21

Dia 3

João 10.22-42

Dia 4

Romanos 8.29-39

Dia 5

Efésios 1.1-21

Dia 6

2 Coríntios 5.1-21

Dia 7

Salmo 82.1-8