É ou Não É? (As Marcas de Um Verdadeiro Discípulo)(1): A Máscara do Falso Discípulo

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JOÃO 13.21-30

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Neste domingo, na continuação da nossa série de estudos do evangelho de João (Podes Crer), iniciamos uma minissérie em duas partes, “É ou Não É?: As Marcas do Verdadeiro Discípulo”. Nestas duas mensagens examinaremos o contraste entre o falso e o verdadeiro discípulo de Jesus. O texto de João 13 trata dos momentos de Jesus após retirar-se do ministério público (12.36) para ensinar os seus discípulos em particular.

Vimos que durante a ceia, ele se despiu das suas vestes e tomou a bacia e a toalha do servo para lavar os pés dos seus discípulos, assim estabelecendo um exemplo de serviço para os seus seguidores. Ao longo do capítulo, João indica que a traição de Judas está próxima (vv. 2, 10, 11, 18), mas no versículo 21, Jesus declarou abertamente que havia um traidor no meio deles. A reação dos discípulos demonstrou que o falso discípulo nem sempre é evidente para os verdadeiros discípulos. Eles agiram conforme a natureza humana: duvidaram de si mesmos, e desconfiaram um dos outros. Por que eles não souberam de cara quem era o traidor? Porque muitas vezes o falso discípulo age de uma forma muito parecida com o verdadeiro discípulo. Essa é a máscara do falso discípulo; tem toda a aparência do verdadeiro: tem um momento de “conversão”; caminha com o Mestre; pode até ministrar como os verdadeiros seguidores; e adota a fala dos crentes verdadeiros. De fato, o coração do ser humano é tão traiçoeiro (Je 17.9) que até mesmo o falso discípulo engana a si mesmo! Se convence de que as suas ações provêm de um coração regenerado, quando na verdade não é. O pastor Matt Chandler disse recentemente que um dos grandes desafios de trabalhar numa região historicamente cristã (dos EUA, mas vale para o Brasil) é que: “pessoas não são de fato cristãs, mas pensam que são”.

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Mas por que pregar uma mensagem dessa numa igreja? Porque textos como esse servem para avisar justamente as pessoas que se acham seguras, mas de fato nem são salvas! Lembre-se de que os discípulos não só duvidaram um do outro, mas questionaram a sua própria fé—“será que sou eu?”

A intenção não é de fazer o salvo duvidar da sua salvação, mas despertar o falso discípulo a examinar-se e colocar sua fé somente em Jesus.

Precisamos entender duas verdades bíblicas acerca disso: Existem pessoas não-salvas que andam no meio cristão com toda a roupagem de crente, e muitas delas não desconfiam que não são salvas!

Estas verdades não se baseiam apenas no exemplo de Judas que, afinal, foi um caso especial.

Leia Mateus 13.24-30 

O joio é uma grama que se parece muito com trigo quando está verde, mas no ponto de colheita, é nitidamente diferente.

Esta parábola ensina que Deus retira o joio ao passo que ela é semeada, ou no final, no tempo da colheita? Qual é a implicação, se o trigo representa o salvo e o joio o não-salvo?

Leia Mateus 7.21-23

As pessoas chamam Jesus do quê? Isso indica que achavam que ele era importante?

Elas fizeram o que no nome dele? Ou seja, elas achavam que estavam o servindo ou não?

Mas o que ele diz para elas? Mas por quê? A chave do entendimento está no v. 21. Quem entra no reino dos céus? Então podemos concluir que estas pessoas, por mais bem-intencionadas, não estavam fazendo a vontade de Deus!

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O perigo aqui não é a perda da salvação; é colocar sua fé em algo além de Cristo somente e achar que a fé é válida. É “não ser de fato cristão, mas pensar que é”.

Aqui estão alguns textos bíblicos que servem como indicadores de uma fé verdadeira. Use-os para avaliar a sua vida, e para estimular outras pessoas a fazer o mesmo em sua vida.

A fé verdadeira é somente em Cristo.

Você crê em Cristo? Existem muitas pessoas que responderiam prontamente, “Sim!” Mas, ao avaliar o seu sistema de crença, ficaria evidente que sua fé não está verdadeiramente em Jesus Cristo como se apresenta na Bíblia (um Cristo falso), ou há algo acrescentado a sua fé (um Cristo fraco).

A fé verdadeira produz o fruto do Espírito. 

Gl 5.19-26 tem um contraste muito forte entre as obras da carne e o fruto do Espírito. O termo fruto implica o produto natural de um coração espiritualmente saudável. Quais destas características estão fluindo naturalmente do seu relacionamento com Cristo e a presença do Espírito? Que empecilhos precisam ser removidos para que possam crescer naturalmente em sua vida?

A fé verdadeira produz ação verdadeira. 

Obras não nos salvam (Ef 2.8, 9), mas servem como indicadores de um coração regenerado (Tg 2.18). Lembrando sempre de que o falso discípulo também pode fazer obras convincentes (exemplo de Judas), avalie os comportamentos da sua vida que apontam para um coração regenerado.

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Dia 1

João 13.1-20

Dia 2

João 13.21-35

Dia 3

Mateus 12.24-30

Dia 4

Mateus 7.21-29

Dia 5

Tiago 2.15-26

Dia 6

Gálatas 5.19-26

Dia 7

2 Pedro 1.1-11 (esp. v 10)

A Bacia e a Toalha: Santidade e Serviço (2)

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JOÃO 13.12-20

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Neste domingo terminamos a minissérie em duas partes, “A Bacia e a Toalha: Santidade e Serviço”, na continuação da série “Podes Crer” do evangelho de João. Estudamos a  segunda parte de João 13.1-20, onde o Evangelista registra o momento em que Jesus lavou os pés dos Seus discípulos.

O texto que estudamos no domingo se divide em duas partes. Na primeira, Jesus explicou o sistema de valores que deve nortear e governar o pensamento do discípulo de Cristo acerca do serviço cristão. Vimos que Jesus, o Mestre, se humilhou para servir os Seus seguidores. Ele declarou que Ele é, inquestionavelmente, o Mestre. Mas por fazer um ato de serviço tão baixo, Ele estava estabelecendo um exemplo de serviço humilde para os seus discípulos. Se Ele, o Mestre, se dispôs a lavar os pés deles, eles precisavam ter a mesma atitude e comportamento como Seus servos. Muito importante é como Jesus afirmou que Seus seguidores, os servos, não devem procurar se exaltar. Devem seguir o exemplo do Mestre. Pense bem no que Ele disse: “Nenhum escravo é maior do que seu senhor, e Eu, Seu Senhor, acabei de demonstrar que estou disposto a fazer o serviço mais baixo possível. Quem quiser ser mais do que o escravo dos outros está tentando usurpar uma posição acima da Minha!”

Ao falar da traição de Judas na segunda parte do texto, Jesus demonstrou alguns princípios importantes acerca da Palavra de Deus. Da mesma forma que Jesus foi obediente à Palavra, Seus discípulos devem segui-Lo nesta obediência. Da mesma forma que a Sua palavra sobre Judas veio a acontecer, devemos crer no Mestre pois Sua própria Palavra se cumpriu. Finalmente, precisamos receber a Cristo e a Deus Pai, pois Ele nos deu Sua Palavra que fé nEle é igual à fé em Deus Pai.

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Observamos como o texto de Filipenses 2.1-11 se encaixa muito bem como uma lente para entendermos melhor o texto de João 13.1-20. A prática de lavar os pés não foi entendida literalmente entre os discípulos dos dias de Cristo ou dos apóstolos, mas a lição daquela cena certamente marcou o ministério dos Seus seguidores.

Paulo queria encorajar o mesmo espírito de serviço nos seus leitores. Ele não falou do momento que Jesus removeu Suas vestes para cingir-se com a toalha e lavar os pés dos discípulos com água. No entanto, ele retratou algo semelhante: Deus Filho colocando de lado o uso dos Seus atributos divinos (“esvaziando-se”) para cingir-se de forma humana para purificar a humanidade com o Seu sangue.

Este é o exemplo que temos: Jesus Cristo, nosso Mestre.

Avalie a sua vida. Estar em Cristo (ser um dos Seus seguidores pela fé) lhe dá motivação? O exorta em amor? Cria comunhão com outros crentes no Espírito? Estimula profundo afeto e profunda compaixão?

Você segue a exortação de Paulo? Se está em Cristo, isso está resultando em um mesmo modo de pensar (unidade de pensamento com outros cristãos)? Está concretizando num amor singelo? Você vive em um só espírito e uma só atitude com aqueles que também estão em Cristo?

Você demonstra estas duas atitudes que levam a comportamentos justos?

1. Não fazer nada por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerar os outros superiores a si mesmo (v. 3).

2. Não cuidar somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros (v. 4).

Jesus foi obediente a Deus Pai até o ponto de morrer na cruz por pecadores como eu e você. Será que nós estamos seguindo nos passos do Seu serviço? Ou estamos nos colocando acima do Mestre?

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A pergunta que cada um tem que fazer para si mesmo é  simples: Como eu estou servindo aos outros? 

Aliste as áreas da sua vida em que você serve a outras pessoas. Inclua família, trabalho, escola, igreja, etc.

Quantas dessas áreas de serviço são coisas remuneradas? Você continuaria servindo dessas formas se não recebesse salário para fazer? Em outras palavras, seu interesse nesse serviço é servir, ou ganhar dinheiro? [Entenda, as respostas podem variar de pessoa para pessoa, e é possível fazer as duas coisas—servir e se sustentar—sem estar errado. Essas perguntas servem para avaliar motivação pessoal.]

Quantas áreas de serviço você faz por obrigação? Ou seja, se não fosse necessário que você fizesse, você faria outra coisa?

Em quantas áreas você serve pessoas da igreja ou pessoas fora da igreja por meio de um ministério da igreja? Em outras palavras, como você contribui para o corpo de Cristo, ou contribui para a comunidade por meio do corpo de Cristo?

Quando você avalia a igreja local, que deficiências você vê nos ministérios? Tem alguma coisa faltando? Se há, será que você poderia preencher este espaço servindo de alguma forma?

Jesus disse: “Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem” (João 13.17). Há um velho hino que reflete esta verdade. Ele começa, “No serviço do meu Rei eu sou feliz…” e no refrão afirma, “No serviço do meu Rei, minha vida entregarei. Gozo, paz, felicidade tem quem serve ao meu bom Rei” (Cantor Cristão, 410). Você está encontrando a felicidade que Deus oferece àqueles que O servem como Cristo serviu os Seus discípulos?

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Dia 1

João 13.1-20

Dia 2

Filipenses 2.1-11

Dia 3

Gálatas 5.13-18

Dia 4

João 12.24–26

Dia 5

Mateus 23.8–13

Dia 6

Mateus 20.20–28

Dia 7

Mateus 18.1–6

A Bacia e a Toalha: Santidade e Serviço (1)

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JOÃO 13.1-11

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Neste domingo começamos uma minissérie em duas partes, “A Bacia e a Toalha: Santidade e Serviço”, continuando nossa série “Podes Crer” do evangelho de João. Em João 13.1-20, observamos o início do período de conferência do ministério de Jesus. Após ocultar-se das multidões (12.36b), Jesus deu algumas instruções finais para os Seus discípulos em particular, e estes foram registrados nos capítulos 13-17 do evangelho.

Os primeiros três versículos servem para construir a cena: Jesus estava a sós com os Seus discípulos, “pouco antes da festa da Páscoa”. Ele entendia que em pouco tempo Ele seria crucificado, ressuscitaria e ascenderia aos céus. Sabia que nesta altura Judas já havia sido induzido por Satanás para traí-Lo. Tudo estava pronto para o grande momento da Sua morte.

E então Ele fez algo inesperado: “tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura” (vv. 4, 5). O Mestre se tornou escravo e prestou o serviço humilde de um mero servo! Não é surpreendente que Pedro reagiu.

Vimos que Pedro primeiro reagiu pela sua ignorância: ele não sabia porque Jesus estava fazendo aquilo, e isso o levou a questionar o plano de Cristo. Sua ignorância o levou à resistência, de abertamente recusar o que Jesus estava oferecendo. Quando Jesus o advertiu sobre o perigo da desobediência, ele respondeu com insistência que Jesus então fizesse até mais do que oferecia fazer. Podemos enxergar na reação de Pedro algumas lições importantes sobre as nossas atitudes e nossos comportamentos acerca do plano de Deus revelado nas Escrituras.

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Vamos aplicar o que aprendemos da reação de Pedro à nossa vida espiritual.

Ignorância. Leia 2 Pedro 1.3 (NVI) e preencha os espaços: “Seu divino poder nos deu todas as coisas de que necessitamos para a _______ e para a _____________ [que significa refletir o Seu caráter e Seus valores], por meio do pleno ________________ daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude”. Se não entendemos o plano de Deus numa situação específica, devemos questioná-Lo? Será que Deus se esqueceu de alguma coisa? Ou será que nós ainda não procuramos o suficiente na Sua revelação para saber o que Ele já revelou que responde à nossa situação? Quando confiamos na Sua Palavra, demonstramos fé, e o resultado da fé é _________________ de acordo com Tiago 1.2-4?

Resistência. Quando não demonstramos paciência com Deus e o Seu plano, é fácil sermos resistentes ao Seu plano. Essa forma de desobediência pode ser sutilmente traiçoeira, pois parece até que estamos sendo justos: “certamente Deus não me pediria isso!” Leia 1 João 5.3 (NVI) e preencha os espaços: “Porque nisto consiste o _________ a Deus: ________________ aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados”. Qual é a resposta para a nossa resistência? O que demonstramos quando obedecemos?

Insistência. O erro da segunda resposta de Pedro é mais sutil ainda, pois se um pouco é bom, mais não seria melhor? O problema é que Deus sabe exatamente o que faz. Quando nós insistimos em servir a Deus da forma que nós achamos melhor—“sei que a Bíblia diz ‘x’, mas eu entendo da forma ‘y’—estamos confiando na suficiência de Cristo e Sua Palavra? Quais são alguns exemplos disso em nossa vida? Leia Rm 11.34 (NVI) e preencha os espaços: “Quem conheceu a ________ do Senhor? Ou quem foi seu ______________?” Quando nós insistimos no nosso plano acima do plano dEle, o que estamos dizendo, realmente?

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Vamos aplicar o que aprendemos da reação de Pedro à nossa vida diária.

Ignorância. Numa folha de papel, aliste todas as áreas da sua vida onde você mais questiona o plano de Deus. (Ex.: na dinâmica do casamento; na criação de filhos; nas finanças; na tomada de decisões; etc.). Analise cada item, e pergunte a si mesmo:

O problema é falta de conhecimento da Palavra acerca desta área? Procure examinar as Escrituras para achar e entender o que Deus revela sobre cada área.

O problema é falta de fé? Ou seja, você sabe o que a Bíblia diz, mas sua reação às circunstâncias demonstra que você não crê suficientemente para aplicar o ensino à situação. Determine meditar sobre a resposta bíblica e em Cristo, com a ajuda do Espírito Santo, aplique-a à sua situação!

O problema é falta de paciência? Você sabe o que a Bíblia diz, mas está sendo impaciente porque não entende exatamente o que Deus está fazendo? Está na hora de exercitar a sua fé, pois isso resulta em mais paciência/perseverança!

Resistência. Aliste qualquer área de sua vida onde você enxerga que está resistindo as instruções de Deus. Reconheça isso como pecado, confesse a Deus. Demonstre o seu arrependimento e obediência ao obedecer a Sua Palavra em amor.

Insistência. Procure entender e alistar as áreas de sua vida onde você está insistindo no seu próprio plano ou entendimento acerca da vontade de Deus. Reconheça isso como pecado, confesse a Deus. Demonstre o seu arrependimento e obediência ao confiar na suficiência do plano de Deus em Jesus Cristo.

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Dia 1

João 13.1-20

Dia 2

Filipenses 2.1-11

Dia 3

2 Pedro 1.1-9

Dia 4

1 João 5.1-5

Dia 5

Romanos 11.33-36

Dia 6

Provérbios 3.1-10

Dia 7

1 Coríntios 2.14-16

Atingindo o Ponto Crítico (4): Corações Divididos

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JOÃO 12.36-50

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Neste domingo, concluímos a minissérie “Atingindo o Ponto Crítico” (da série “Podes Crer”). Vimos que depois do momento que Jesus foi glorificado pelo Pai com voz audível (12.28), Jesus encerrou o Seu ministério público, ocultando-Se do povo (v. 36b). Observamos como o Evangelista demarca claramente esta transição em duas partes. Primeiro, ele dá sua própria análise do ministério de Jesus pela ótica da dinâmica entre os sinais e a fé das pessoas (vv. 37-43).

Lembrando que o propósito central do evangelho de João é levar o leitor à fé em Cristo por meio de um relato de sinais específicos que Ele fez (20.30, 31), João explica que a descrença do povo era ilógica: “Mesmo depois que Jesus fez todos aqueles sinais miraculosos, não creram nele” (v. 37). Como puderam ver tais sinais e não crer que Jesus era o Cristo, o Filho de Deus? O Evangelista explicou em duas partes usando dois textos do profeta Isaías. Citando Isaías 53.1, ele explicou que esta descrença foi prevista na profecia havia cerca de 680 anos! No texto do profeta, Deus havia revelado não só que o Messias seria “levantado”—uma palavra que apontava tanto para Sua glorificação como a Sua crucificação—mas que as pessoas não creriam nEle. Mais forte ainda é a mensagem de Isaías 6.10, que a descrença foi intencional: naquele momento as pessoas “não podiam crer” (Jo 12.39)! Para realizar o Seu plano maior de salvar o mundo, Cristo tinha que ser rejeitado e levado à cruz.

Observamos que João temperou esta mensagem forte sobre a ação soberana de Deus com o convite claro de Jesus (vv. 44-50). O homem continua responsável por sua resposta, pela fé, à mensagem de Jesus, que repete exatamente a mensagem do Pai. Este convite resume e encerra o ministério público de Cristo.

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Chegamos ao final do ministério público de Jesus no nosso estudo do livro de João. Deste momento em diante, Jesus estará falando apenas com os Seus discípulos em particular (cap. 13-17), até chegarmos à crucificação (cap. 18-19) e a ressurreição (cap. 20-21). A vida e o ministério de Cristo são centrais a todo o entendimento das boas novas do Evangelho de Deus. O Evangelista nos levou pela história de alguns milagres específicos para provar a sua tese, que Jesus é realmente o Cristo, o Filho de Deus. Nós leitores somos convidados à mesma decisão que as pessoas presentes naqueles dias: receber ou rejeitar a mensagem revelada na pessoa e nas palavras de Jesus. Qual será sua resposta à crise da fé?

Rejeição completa. Havia pessoas que viram e ouviram tudo que João relatou e ainda assim não creram. Claro que participação verdadeira no corpo de Cristo (a igreja) é só para os salvos, portanto pense naqueles que não são da família de Deus. O que você está fazendo para alcançar estas pessoas com as boas novas do evangelho?

Crença fraca. João descreve que “muitos” entre os líderes creram em Jesus, mas porque “preferiam a aprovação dos homens do que a aprovação de Deus” (Jo 12.43), não se manifestaram, temendo expulsão da sinagoga. Você é ousado e transparente acerca da Sua fé? O que você ainda prefere acima da aprovação de Deus que está atrapalhando o seu testemunho?

Aceitação completa. Claro que o alvo da crise da fé é levar pessoas à fé inteiramente alicerçada em Cristo. Leia vv. 44-50 novamente. Quais são as marcas de uma pessoa que aceita completamente a mensagem de Jesus? Como podemos demonstrar isso de forma clara para a nossa família, no nosso trabalho, na nossa escola, e assim por diante?

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Agora que chegamos ao final do ministério público de Jesus, convém lembrar todos os sinais que Ele realizou e que João registrou no Seu evangelho para demonstrar que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.

Leia cada um dos textos abaixo para lembrar como Jesus realizou o milagre.

2.1-11 – Transformou água em vinho.

4.46-54 – Curou o filho do oficial do rei.

5.1-18 – Curou o paralítico de Betesda.

6.1-14 – Multiplicou os pães e os peixes.

6.16-21 – Andou sobre as águas.

9.1-41 – Curou o homem cego de nascença.

11.1-44 – Ressuscitou Lázaro da morte.

Numa folha de papel, responda as seguintes perguntas acerca do milagre que Jesus fez em cada texto.

Quem estava presente? Qual foi a reação daqueles que presenciaram o milagre? Qual foi a resposta ao milagre, em relação à fé das pessoas?

Como Jesus realizou o milagre? Que passos tomou para fazer o sinal? O que Ele estaria demonstrando por fazer o milagre daquela forma?

João disse que “Mesmo depois que Jesus fez todos aqueles sinais miraculosos, não creram nele” (v. 37), mas sob a inspiração do Espírito Santo, registrou estes mesmos sinais para trazer o leitor à fé. Qual é a sua resposta a Jesus após ler sobre o Seu ministério? Fé ou descrença?

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Dia 1

João 12.36b-50

Dia 2

Isaías 52.13-53.12

Dia 3

Isaías 6.1-13

Dia 4

João 2.1-11; 4.45-54

Dia 5

João 5.1-18; 6.1-21

Dia 6

João 9.1-41

Dia 7

João 11.1-44

Atingindo o Ponto Crítico (3): Confirmação Divina

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JOÃO 12.20-36

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Neste domingo, na terceira mensagem da minissérie “Atingindo o Ponto Crítico” (da série “Podes Crer”), chegamos ao ponto crítico do ministério de Jesus (Jo 12.20-36). Esta parte da narrativa de João tem vários componentes que giram em torno de um evento importante: Jesus anuncia que Sua hora chegou e Deus confirma a Sua identidade com uma voz audível do céu.

Como vimos, tudo começa com a chegada de alguns gregos, gentios que criam no judaísmo, portanto vinham celebrar a Páscoa que aconteceria em alguns dias. Pediram para ver Jesus, e sua chegada marcou um ponto de transição, pois Jesus declarou que a Sua hora havia chegado. Isso é bem diferente dos outros momentos em que Jesus havia declarado que não era chegada a Sua hora (Jo 2.4; 7.6, 30).

Mas que “hora” era essa? Vimos pelas declarações de Cristo que Ele estava indicando a hora em que Ele cumpriria completamente o plano de Deus ao morrer na cruz. Era hora de quebrar a barreira entre os gentios e os judeus (como vimos em Ef 2.11-22). Ao falar do grão de trigo, Ele estava declarando que era Sua hora de morrer na cruz, e que os Seus seguidores teriam que estar dispostos a fazer o mesmo. Era a hora de ser glorificado pelo Pai:  pela terceira vez na Sua carreira, Deus falou de voz audível do céu para confirmar Sua identidade como o Messias. Declarou que era a hora de conquistar o príncipe deste mundo. Numa declaração que ligava a história dos judeus (Nm 21.4-9), Sua entrevista com Nicodemos (Jo 3.14, 15) e a Sua crucificação, afirmou que era Sua hora de ser “levantado” (na cruz). Jesus finalizou tanto o texto como Seu ministério público, com um apelo: estava na hora de acreditar, antes que fosse tarde demais.

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Como vimos, o texto de domingo, embora pareça uma simples interação entre Jesus e a multidão (com a presença dos gregos), a Sua “hora” remetia a um momento de importância incomparável a história da redenção e portanto de todo o tempo e espaço: a morte de Cristo na cruz. O texto não só ensina algumas verdades importantes diretamente, mas aponta indiretamente para outras igualmente importantes. Devido ao espaço, vamos apenas examinar três para aplicação pessoal.

Quebrando a barreira. O preconceito e racismo que vemos hoje são pequenos comparados à briga entre os judeus e os gentios. Você já parou para pensar e agradecer a Deus por Ele dar acesso à Sua família? Que Ele destruiu a barreira de inimizade para que fôssemos um em Cristo? Se Deus destruiu esta barreira para criar a paz, que implicações isso tem para as barreiras que nós construímos no casamento, em nossos relacionamentos, no trabalho, no nosso país, etc.?

A morte de Cristo. Uma das grandes implicações da afirmação sobre o grão de trigo nos vv. 24-26 é que aqueles que seguem a Jesus O seguem também à morte. A morte, no nosso caso, não é necessariamente literal. Como “morremos” para que a nossa vida dê fruto? Leia Rm 6.1-8. O que este texto esclarece sobre a morte daquele que crê em Cristo?

A hora de acreditar. Jesus explicou claramente que aqueles que ouviam Sua voz tinham pouco tempo para decidir crer na Luz e de aceitá-lO como Messias. O texto de Hb 10.27, 28 não deixa dúvidas: nós temos apenas esta vida para receber a Cristo pela fé na Palavra de Deus. Jesus declarou, “Creiam na luz enquanto vocês a têm, para que se tornem filhos da luz” (Jo 12.36). Você crê? Você está transmitindo esta urgência para aqueles que não creem?

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Na mensagem de domingo, acrescentamos ao apelo de Jesus (“creiam na luz enquanto vocês a têm”) o apelo do autor de Hebreus. Leia Hebreus 3.7-19. Neste texto o autor repete várias vezes o tema do Salmo 95 que, por sua vez, aponta para a história de Israel em três momentos distintos de rebelião contra Deus (Ex 17.1-7; Nm 14.20-23; 20.1-12). Abaixo estão os temas centrais do texto, com uma tarefa para nos ajudar a aplicar esta verdade de forma prática.

“Hoje”. O autor de Hebreus entendeu bem a urgência e a relevância desta palavra. “Hoje” para Davi aconteceu séculos antes do livro de Hebreus. “Hoje” para o autor e leitor de Hebreus aconteceu quase dois mil anos atrás para nós. Você vive diariamente como se hoje fosse o único dia que você tem para decidir-se por Cristo e a glória de Deus? O que precisa mudar no seu coração para isto acontecer?

Se ouvir a minha voz. Nós ouvimos a voz de Deus quando abrimos a Sua Palavra. Você é conhecedor da Palavra de Deus? Você procura “ouvir” Sua Palavra diariamente? Que passos precisa tomar para que Sua voz fale mais alto no seu dia a dia acerca de todos os aspectos da sua vida?

Não endureça o seu coração como os judeus do Antigo Testamento. Quando você é confrontado com uma verdade bíblica, você responde de coração quebrantado e aberto para Sua Palavra? As bênçãos de Deus o levam a glorificá-lO e agradecer a Ele? Quando Deus chama a Sua atenção você se arrepende dos seus pecados e pede perdão?

Não entraram no descanso. Imagine a decepção dos judeus ao saírem da escravidão para uma terra prometida, mas por causa da dureza dos corações não entrarem no descanso! Pensando numa aplicação bem ampla, que “descansos” você talvez esteja perdendo por endurecer o seu coração à voz de Deus? O que isso implica sobre o coração daquele que se diz salvo que se endurece constantemente contra Sua voz?

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Dia 1

João 12.20-36

Dia 2

Efésios 2.11-22

Dia 3

Romanos 6.1-8

Dia 4

Salmo 95.1-11

Dia 5

Êxodo 17.1-7

Dia 6

Números 14.20-23; 20.1-12

Dia 7

Hebreus 3.7-19

Atingindo o Ponto Crítico (2): Exultação Vazia

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JOÃO 12.12-19

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Neste domingo, na segunda mensagem da minissérie “Atingindo o Ponto Crítico” (da série “Podes Crer”), estudamos o texto que registra a entrada triunfal de Cristo (Jo 12.12-19). Observamos a história em si, que no evangelho de João, é bem resumida. Interessado no seu alvo de levar o leitor a crê em Jesus como o Cristo (Jo 20.30, 31), ele não explicou alguns detalhes do contexto que os outros evangelistas relataram. Ele focou na crise que estava se desenvolvendo à volta de Jesus: o ressurgimento da popularidade dEle por causa da ressurreição de Lázaro, a realização das palavras proféticas de Zacarias 9.9 (que os discípulos só perceberam depois), e a reação invejosa e irada dos líderes religiosos. A conspiração para matar Jesus estava se fortalecendo cada vez mais, mesmo com a atitude exultante do povo.

O texto em si tem a função de avançar a narrativa e lógica de João e não de oferecer profundos ensinos teológicos. Podemos, no entanto, observar o contraste entre as atitudes da multidão neste momento da entrada triunfal e apenas uma semana depois, na crucificação de Jesus. Este contraste nos ensina alguns princípios interessantes sobre o pensamento “democrático” da maioria, e por sua vez, uma aplicação às atitudes do nosso coração. Vimos três verdades sobre a multidão neste contexto:

  • A maioria nem sempre está certa.
  • a opinião da maioria é arbitrária.
  • e a maioria tende a ser interesseira.

Biblicamente, vemos que justiça e retidão, o certo e o errado, não são determinados pelo consenso da maioria. Há um caminho que parece certo ao homem (mas conduz à morte), mas para Deus só há um caminho verdadeiramente certo, e é Jesus Cristo.

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A sociedade ensina que o consenso da maioria estabelece o certo e o errado; ao mesmo tempo, incoerentemente, ensina que cada indivíduo deve seguir o seu coração. Ambos pensamentos estão errados. Observamos no domingo que o coração se comporta de forma muito parecida com a multidão, por isso a nossa “adoração” pode ser tão vazia quanto a exultação daquela multidão na entrada triunfal.

O coração nem sempre está certo. Lembramos que Deus declara que “o coração é mais enganoso que qualquer outra coisa” (Jr 17.9). Em que baseamos o nosso senso do que é certo e o que é errado? Pense nas discussões ou desentendimentos que você teve recentemente: o que prevaleceu, sua opinião subjetiva e arbitrária, ou a verdade absoluta e autoritativa da Palavra de Deus? E na tomada de decisões, grandes ou pequenas, quem fala mais alto, o seu coração, ou Deus?

A opinião do coração é arbitrária. Você já mudou de ideia sobre alguma coisa ou alguma pessoa? Esta mudança foi justificada por algum princípio ou mandamento bíblico, ou por algum pensamento subjetivo do seu coração? O que podemos ou devemos fazer quando o coração deseja algo diferente do que a Bíblia ensina?

O coração tende a ser interesseiro. Nosso estudo do evangelho de João já demonstrou nitidamente que a multidão de “discípulos” que seguiam a Jesus procuravam os seus próprios interesses: milagres, maravilhas, alimento, etc. A fé verdadeira é aquela que “busca primeiro o reino de Deus e sua justiça” (Mt 6.33); que busca a glória de Deus acima de todas as coisas. Há benefícios para aquele que segue a Deus? Claro! Mas a busca por benefícios próprios não pode ser o que nos motiva. A sua fé tem como alvo a glória de Deus em Cristo, ou algum benefício próprio? A sua adoração transborda de um coração com prioridades eternas, ou interesses transitórios desta vida?

maos-estendidas

O livro de Tiago é um ótimo lugar para entender algumas dinâmicas do coração referente aos desejos que ele produz.

Leia os seguintes textos e responda as perguntas abaixo:

Tiago 1.13–15. A palavra aqui traduzida “cobiça” (ou “concupiscência”) significa literalmente “um forte desejo”, que em alguns contextos é traduzida como algo negativo.

Como este texto é um exemplo do princípio que estudamos, “o coração nem sempre está certo”?

Quais são as três partes da dinâmica de tentação e pecado que Tiago descreve? Em qual destas partes precisamos batalhar para evitar a ação pecaminosa?

Tiago 3.2–12. Aqui temos um exemplo nítido da arbitrariedade do coração, especialmente na descrição da língua dos vv. 9-12. Aqui fala da língua, mas convém lembrar que “a boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12.34).

Que duas coisas opostas a língua está fazendo nestes versículos?

Quais seriam alguns exemplos disto no cotidiano?

O que aprendemos de Romanos 8 que nos ajudaria a combater a nossa língua traiçoeira?

Tiago 4.1-3. Já estudamos este texto várias vezes para falar da dinâmica por trás dos conflitos que observamos entre pessoas.

Como os conflitos que temos com outras pessoas começam a partir de um coração interesseiro?

Qual a solução oferecida no texto: não obtemos o que queremos por quê?

A solução é “se eu pedir a Deus, Ele dará”? O que tem que estar alinhado com o caráter de Deus para que eu receba? Você acha que isso mudará os nossos desejos?

mentes-ocupadas

Dia 1

João 12.12-19

Dia 2

Provérbios 14.1–12

Dia 3

Mateus 7.12-14

Dia 4

Tiago 3.2-12

Dia 5

Hebreus 13.7–17

Dia 6

Jeremias 17.5–10

Dia 7

Zacarias 9.9–13

Atingindo o Ponto Crítico (1): Adoração Verdadeira

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JOÃO 12.1-11

ouvidos-atentos

Neste domingo voltamos à série Podes Crer com o início de uma nova minissérie para o mês de novembro: “Atingindo o Ponto Crítico”, um estudo do capítulo 12 do evangelho de João. A primeira frase do capítulo—“seis dias antes da Páscoa…” (v. 1)—indica que os eventos descritos em João 12-19 aconteceram na última semana do ministério de Jesus.

Na mensagem de domingo examinamos uma cena de adoração verdadeira, quando Maria, irmã de Lázaro, ungiu os pés de Jesus com um perfume caro, o nardo, que era usado no preparo dos corpos para o sepultamento. Diante desta cena, João registra a reação de Judas Iscariotes: ele a acusou de desperdício, falando que aquele valor, que representava um ano de salário, poderia ser dado aos pobres.

Contrastamos as atitudes de Judas e Maria, pois representam duas posições extremas entre a incredulidade e a fé. Judas, por sua falta de fé, colocava o seu plano acima do plano de Deus, portanto justificava colocar os seus próprios interesses acima dos interesses dos outros. (Pois ele de fato não queria ajudar os pobres, mas roubava da bolsa que os discípulos tinham em comum.) Maria, por sua vez, demonstrou sua fé em Jesus e assim colocou a glória de Deus acima dos seus próprios planos, portanto pôde derramar o que tinha de mais precioso aos pés do Seu Salvador. Observamos que ambos foram usados por Deus para o Seu plano. No caso, Judas foi usado como instrumento para trair Jesus. Maria foi usada para servir Jesus, e pelo seu ato sincero de adoração, a Bíblia registra o seu serviço como grande exemplo para nós.

coracoes-abertos

Nós examinamos o contraste entre as atitudes de Judas e Maria, que pode ser aplicado à nossa vida espiritual.

Imitamos Judas quando demonstramos as seguintes qualidades:

Somos orgulhosos. Você já expressou uma opinião forte sobre o que outras pessoas poderiam ou deveriam fazer para servir a Deus? Você acha que sua opinião acerca dos outros tem mais valor do que a opinião deles?

Somos egoístas. Você já fez algo que tinha aparência de altruísmo, mas na verdade era egoísta? Fez uma boa ação para alguém, sabendo que, no seu coração, sua motivação não era amor, mas algo que você receberia (atenção, benefício) por ajudá-lo?

Somos hipócritas. Você já usou uma “máscara”—algo que transmitia a aparência de uma atitude oposta àquela que estava sentindo? Quais são alguns exemplos deste tipo de falsidade?

Somos incrédulos. Não estamos falando de pessoas não salvas, necessariamente. Como cristão, você já pensou da seguinte forma: “sei que Deus quer esta atitude ou comportamento, mas não acredito que seja possível, então não vou fazer!”

Por outro lado, imitamos Maria quando demonstramos as seguintes qualidades:

Somos humildes. Você coloca Deus acima de tudo, inclusive a sua reputação ou seus próprios planos e desejos?

Somos verdadeiramente altruístas. Você pratica o altruísmo que flui de uma vida completamente entregue ao amor por Deus acima de qualquer outra coisa?

Somos transparentes. Seu amor por Deus e os outros transborda de um coração amoroso? Ou você tem que se esforçar para demonstrar amor?

Somos crentes. Você obedece ao plano de Deus, mesmo quando não faz sentido para você? Você pratica as coisas nas quais professa acreditar?

maos-estendidas

Vamos falar de valores…

Já falamos várias vezes sobre aprender e adotar os valores de Deus. Usado desta forma, “valores” são os princípios que Deus mantém como importantes, como os atributos comunicáveis de Deus—santidade, amor, paciência, justiça, etc. “Valores” também podem representar uma ideia monetária, ou “a medida de importância que atribuímos a bens e serviços”. Jesus ligou estes dois significados quando disse “onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração” (Mt 6.21). Uma aplicação prática deste princípio é que podemos facilmente descobrir aquilo que valorizamos (princípios) por meio das coisas que adquirimos (valor monetário). (No texto de domingo, vimos que Maria valorizou a Jesus acima do grande valor monetário do perfume que usou. Judas, no entanto, colocou o valor monetário acima do seu relacionamento com Cristo.)

Numa folha de papel, anote uma lista das suas despesas mensais em categorias básicas (moradia, automóvel, alimentação, educação, lazer, dízimos e ofertas, etc.). Responda as seguintes perguntas.

Quanto do seu orçamento mensal é gasto em atividades ou serviços que beneficiam diretamente ao reino de Deus ou outras pessoas além de você? (Não precisa ser um valor específico, mas em termos comparativos: a maioria do orçamento, quase nada, mais ou menos metade…etc.)

Quanto do seu orçamento mensal é gasto nas conveniências, o lazer ou entretenimento—atividades ou serviços para seu próprio benefício além das necessidades básicas?

Se você for completamente sincero, você diria que os seus gastos mensais apontam para uma vida que imita mais à Maria, ou ao Judas?

mentes-ocupadas

Dia 1

João 12.1-11

Dia 2

Mateus 26.6–13

Dia 3

Marcos 14.3–9

Dia 4

Lucas 7.36–50

Dia 5

Mateus 6.19–21

Dia 6

Mateus 27.1–10

Dia 7

Eclesiastes 5.10–17

Tá na Mesa! (5) Tá na Mesa!

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OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo concluímos o nosso Mês da Família na IBABI e a minissérie “Tá na Mesa!”, um estudo bíblico que examina o conceito da igreja como família. Construindo na base dos textos anteriores (Dt. 6.4-9; Atos 2.42-47; 1 Co 12.1-31 e Rm 8.1-17), estudamos sobre a ceia, a mesa onde nós que somos corpo e família nos reunimos para lembrar da morte do nosso Salvador.

A Bíblia ensina sobre a ceia nos evangelhos (Mt 26.26-28; Mc 14.22-24 e Lc 22.19, 20), que falam a respeito da última ceia e como Jesus ressignificou os elementos e o conceito da ceia pascoal para servir de memorial para aqueles que participam da nova aliança no Seu sangue. Também nos recordamos do texto de 1 Co 11.17-34, onde Paulo explica a seriedade e importância da participação na ceia no contexto de um aviso para a igreja dos coríntios.

Na mensagem de domingo, estudamos 1 Co 10.14-22. Na verdade o apóstolo está dando uma advertência acerca dos ídolos, mas ele também explica alguns princípios importantes referentes à ceia. Quando a ceia traz as pessoas à volta da mesa do Senhor, o intuito é de união: a comunhão de Deus conosco em Cristo, trazendo a comunhão um com o outro pelo Espírito. Mais do que apenas juntar pessoas, a ideia da ceia é ilustrar a unidade que temos com outras pessoas cuja fé está em Cristo. Comer de um só pão retrata o único corpo que somos nEle, que embora constituído de diversas partes, tem uma identidade e essência só. O último princípio que abordamos foi a unanimidade. Em Atos 2, vimos que este princípio falava das diversas pessoas servindo e adorando juntas. Aqui, porém, aplicamos de uma forma um pouco diferente: unanimidade interna. Paulo ensinou que os coríntios não podiam participar da mesa de demônios (altares pagãos) e da mesa do Senhor. Da mesma forma, é incoerente quando nós chegamos à mesa do Senhor (a ceia) com corações divididos.

CORAÇÕES ABERTOS

Algumas pessoas tem costumes, tradições e regras de conduta relacionadas ao seu tempo com a família à mesa. Alguns pais, por exemplo, ensinam os seus filhos a não colocar os cotovelos na mesa ou a não comer com a boca aberta; outros oram antes das refeições, até de mãos dadas; ainda outros esperam que todos estejam em casa para certas refeições, e querem que todos se sentem juntos à mesa. Que outros costumes, tradições ou “regras” você conhece, ou sua família observa (ou observava quando era criança)?

Embora não tenhamos muitas informações sobres os costumes da igreja primitiva acerca de como era feita a ceia, vimos no domingo que a mesa do Senhor também tem algumas regras que governam quem pode ou deve participar.

União: todos estão convidados. Deus procura unir todas as coisas em Cristo (Ef 1.10). Precisamos lembrar de falar as boas novas. Será que nós estamos convidando as pessoas de fora para colocar sua fé em Cristo para participar da salvação que a mesa representa?

Unidade: somente os filhos podem participar. Todos estão convidados, mas a participação da mesa depende da nossa identidade como filhos. Quem são os filhos de Deus? Quem faz parte da família de Deus? (Veja Jo 1.12; Rm 8.14.)

Unanimidade: até os filhos devem respeitar as normas da mesa. Não podemos desejar participar da mesa do Senhor e da mesa de outras coisas (ídolos, etc.); ou seja, precisamos de corações cujos pensamentos e intenções estão unanimemente apontados para Deus. Será que pensamos sobre a mesa do Senhor em algum momento além da hora da ceia no culto? Você chega ao culto da ceia já tendo examinado a si mesmo em preparo para o tempo à mesa, para aproximar-se com um coração apontado para Deus?

MÃOS ESTENDIDAS

Vamos fazer um exercício bem prático para aplicar o que aprendemos na mensagem deste domingo.

A ceia do Senhor deve nos encorajar a examinar o nosso coração.

Numa folha de papel, responda a seguinte pergunta: que atitudes e os comportamentos eu estou demonstrando que a Bíblia ensina claramente que não agradam a Deus? (Não é um exercício legalista, mas uma busca pelas coisas que não refletem o Seu caráter.)

Aliste as atitudes e os comportamentos que deveriam repor aqueles da lista acima. Ore a Deus para o ajudar a formar um plano de ação para chegar na próxima ceia com um coração apontado somente para Deus.

A ceia do Senhor deve nos incentivar a evangelizar.

Numa folha de papel, aliste as pessoas na sua vida que atualmente não participam da mesa do Senhor, pois não são pessoas salvas em Cristo.

Ore por estas pessoas diariamente, e busque oportunidades para convidá-las—pela apresentação clara do evangelho—a fazer parte da família de Deus, com direitos à mesa do Senhor.

A ceia do Senhor deve nos levar a buscar a reconciliação com os nossos irmãos em Cristo. 

Você tem algo contra o seu irmão em Cristo? O seu irmão tem algo contra você? A Bíblia ensina que o primeiro passo da reconciliação sempre está em nossas mãos, sejamos ofendidos ou ofensores. Procure reconciliar-se com a pessoa com quem você está em conflito.

Você sabe de uma situação de irmãos em conflito? Como você pode ser usado por Deus para trazê-los à reconciliação?

MENTES OCUPADAS

Dia 1

Mateus 26.17-30

Dia 2

Marcos 14.12-26

Dia 3

Lucas 22.7-38

Dia 4

Lucas 14.15-24

Dia 5

1 Coríntios 11.17-34

Dia 6

1 Coríntios 10.14-22

Dia 7

João 17.1-26

Tá na Mesa! (4) A Família de Deus

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OUVIDOS ATENTOS

Neste domingo continuamos o nosso Mês da Família na IBABI com a minissérie “Tá na Mesa!”, um estudo bíblico que examina o conceito da igreja como família. Estamos usando como base o ensino de Dt 6.4-9, que começa com o amor por Deus. Também estudamos o exemplo da igreja primitiva (Atos 2.42-47) e o retrato da igreja como sendo corpo (1 Co 12).

No capítulo 8 do livro de Romanos, Paulo aborda a dinâmica entre a carne e o espírito, declarando “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14). Ele explica que em Cristo, não recebemos o espírito da escravidão, mas o espírito da adoção. Nós podemos chamar o nosso Deus de Pai (v. 15). Fizemos a pergunta, então, “quem é filho de Deus?”

Traçamos a resposta desde o começo do livro, onde Paulo explica a realidade universal do pecado (cap. 1-3), a futilidade das obras para a salvação (cap. 4), o plano de Deus em Cristo para nos salvar (cap. 5), a escolha entre a morte pelo pecado e o dom gratuito da vida eterna (cap. 6), e até a incoerência do pecado na vida cristã (cap. 7). A resposta? O filho de Deus é aquele que, pela fé, recebe a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo. Este é adotado para família de Deus, e este deve ser guiado pelo Espírito. Paulo explica o ser guiado da seguinte forma: “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja” (Rm 8.5). Jesus morreu e ressuscitou para que fôssemos filhos que desejam andar segundo o Seu Espírito.

CORAÇÕES ABERTOS

É importante entender a dinâmica que Paulo ensina entre os três elementos: o espírito e a carne, e entre eles, a lei. É comum entre as igrejas evangélicas adotar uma de duas posições extremas:

O legalismo, que enfatiza o cumprimento da lei (ou uma lista de regras impostas pela liderança). Parece espiritual, mas na verdade é carnal, pois tenta, por obras, agradar a Deus.

A licenciosidade, que enfatiza a liberdade sob a graça para viver sem condenação. Também parece espiritual, mas na verdade é carnal, pois atende aos desejos da carne, e não busca o que o Espírito deseja.

Ambas as posições ignoram pontos importantes da verdade bíblica. A licenciosidade ignora que a lei não é pecado, é santa (Rm 7.7, 12), portanto a graça não nos dá liberdade para pecar (Rm 6.1, 2). Já o legalismo ignora que querer agradar (Rm 8.8) e obedecer a Deus (1 Jo 5.3) são, de fato, alvos do cristão…mas não pode ser realizado pela carne.

Há alguma obra boa que você possa fazer suficientemente para ser reconciliado a Deus pelo seu próprio esforço? (Isso é um exemplo de querer alcançar a justiça pela carne.)

Há algum pecado que possa separá-lo do amor de Deus em Cristo, fazendo-O abandonar um dos Seus filhos adotivos? (Isso é um exemplo de manter ou perder a santidade pela carne. Em caso de dúvida leia, Rm 8.33-39.)

Faz sentido querermos a vida eterna que Deus oferece em Cristo sem querer ser guiado pelo Espírito que O ressuscitou e que veio habitar em nós assim que cremos nEle? (Isso é um exemplo da licenciosidade—achar que a liberdade em Cristo é estar livre para fazer qualquer coisa.)

MÃOS ESTENDIDAS

O apóstolo Paulo explica, “Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” (Rm 7.18, 19). E conclui, “Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?” (Rm 7.24). Qual é a solução então para a grande pergunta de Paulo?

Bom, a resposta simples é Jesus Cristo (Rm 7.25).

Mas como isso funciona em nossa vida diária? O primeiro passo é uma avaliação honesta e bíblica das atitudes e comportamentos que você tem diariamente. A marca do filho de Deus em Romanos 8 é ser “guiado pelo Espírito”. Você está sendo guiado por Ele?

Leia Efésios 4.22-25.

Aliste as atitudes e os comportamentos na sua vida que refletem uma “mente voltada para o que a carne deseja” (Rm 8.5a).

Que passos você está tomando para despir-se destas coisas?

Usando como base a lista que você fez, procure as atitudes e os comportamentos prescritos na Bíblia para refletir uma “mente voltada para o que o Espírito deseja” (8.5b).

Que passos você está tomando para revestir-se destas coisas?

Leia Filipenses 4.8.

Vimos que nossa caminhada espiritual está ligada à direção da nossa mente. Este texto diz que devemos pensar sobre o quê? Faça uma lista com cada item do versículo, deixando espaço para escrever entre cada um.

Para cada item, procure ensinamentos bíblicos que ajudarão a estimular os seus pensamentos naquela área. Observe como pensar naquilo que é verdadeiro, por exemplo, ajuda também a apontar mentiras em que você acredita, para você se despir delas.

MENTES OCUPADAS

Dia 1

Romanos 1.17-32

Dia 2

Romanos 3.1-26

Dia 3

Romanos 4.1-25

Dia 4

Romanos 5.1-21

Dia 5

Romanos 6.1-23

Dia 6

Romanos 7.14-25

Dia 7

Romanos 8.1-17

O barbeiro ateu e a resposta cabeluda.

Um amigo me mandou um link hoje do vídeo acima. Ele comentou que a discussão gerada no Facebook acerca do vídeo oferece “uma visão relativamente ampla de qual é o pensamento natural atual sobre o nosso Deus”. E ele tinha razão; nos comentários ficou clara a divisão entre aqueles que rejeitam a Deus e as propostas da Bíblia e aqueles que aceitam tanto a Deus como a Sua Palavra.

A discussão em si não me surpreendeu, pois os comentários e as posições são bem previsíveis. (É fácil resumir assim: descrentes incoerentes, descrentes coerentes, crentes coerentes, crentes incoerentes.) O que me preocupa é o conteúdo do próprio vídeo em relação à resposta do cliente cristão do barbeiro.

A PERGUNTA DO BARBEIRO ATEU.

No vídeo, o barbeiro declara que é ateu porque vê uma incógnita no mundo à sua volta. Portanto pergunta, “Se Deus existe, por que há tantas pessoas doentes?” E continua com uma lista do sofrimento humano nas suas diversas manifestações. Esta pergunta começa a partir da premissa que se algum Deus existe, Ele deveria seguir as regras estipuladas pela homem (no caso, o barbeiro). [Aqui é interessante citar um dos comentários, “Se Deus existe ele deu o livre arbítrio então cada um acredita no que quiser.” Conseguiu seguir a lógica?] Ou seja, Deus precisa agir da forma que eu acho coerente, ou não pode ser Deus. Esta ótica não enxerga a possibilidade que Deus possa ter Sua própria vontade e o Seu próprio plano que explicam o porquê deste sofrimento sem ferir o Seu caráter divino.

Este tipo de pergunta também ignora que a Bíblia explica claramente o porquê do sofrimento humano, e isso nos primeiros três capítulos da Bíblia! A pessoa que faz a pergunta demonstra que não se deu ao trabalho de estudar as propostas básicas da Bíblia. E não falo de aceitar as propostas bíblicas, falo apenas de estudar para saber o que Deus propõe na Sua Palavra, para pelo menos avaliar as propostas com coerência.

A RESPOSTA DO CRISTÃO.

Em resposta ao barbeiro ateu, o cliente cristão oferece uma ilustração. Traz para dentro do salão um cabeludo, e explica que não acredita que barbeiros existam. Pois, “se barbeiros existissem, não haveriam pessoas com cabelo tão comprido.” A suposta pegadinha da ilustração é a própria resposta do barbeiro:

“Sim, barbeiros existem, o problema é que as pessoas não vêm até mim.”

Então o cliente devolve:

“Deus existe, mas só que as pessoas não vão até Ele. Por isso, amigo, há tanta miséria e dor no mundo”.

Imagina-se um “ohhh” coletivo enquanto a galera cristã pira!  Não nego que é uma ilustração interessante…mas infelizmente ela é incompleta. Contêm pelo menos dois problemas importantes.

1º PROBLEMA: NA ILUSTRAÇÃO, A SOLUÇÃO PARA O SOFRIMENTO É AÇÃO DO HOMEM, E NÃO A OBRA DE JESUS CRISTO.

A proposta do cristão é, “Deus existe, mas só que as pessoas não vão até Ele. Por isso, amigo, há tanta miséria e dor no mundo”. De certa forma, podemos até falar que há sofrimento porque pessoas não procuram a Deus, mas, sem esclarecimento, isso pinta um retrato incompleto da mensagem bíblica. A Bíblia propõe que o primeiro homem (e sua esposa) já pertenciam a Deus e estes O rejeitaram. Em outras palavras, sofrimento não veio ao homem por que o casal não foi até Deus, mas porque pelo pecado foram expulsados da Sua presença. O sofrimento existe por causa da desobediência da criatura contra o Criador (Gn 3). A Bíblia explica que o ser humano é morto nos seus pecados (Ef 2). A solução do problema não está no homem “ir até Deus”, pois o homem nos seus pecados é incapaz de procurá-Lo (Rm 3.10, 11)! Mas Deus, em Cristo, veio ao homem para oferecer a solução final do pecado e consequentemente do sofrimento. A busca não é o homem procurando por Deus, mas Deus buscando o homem, e convidando-o para ser reconciliado! Como diz em 2 Co 5.19, “…Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões…”

2º PROBLEMA: NA ILUSTRAÇÃO, A IMPLICAÇÃO É QUE SE AS PESSOAS VIESSEM A DEUS NÃO TERÍAMOS O SOFRIMENTO QUE O BARBEIRO DESCREVEU.

Em nenhum lugar vemos a Bíblia oferecendo alívio imediato e final do nosso sofrimento pela fé em Cristo. A Bíblia deixa muito claro que há sofrimento até para quem segue a Deus. Isso porque a solução final do sofrimento humano realizada por Jesus Cristo na cruz, embora seja um fato presente e final para Deus (que está além do tempo e espaço), ainda está no futuro para a humanidade (que está presa ao tempo e espaço, por ora). A premissa que “sofrimento acaba quando viermos a Deus” é incorreta, pois não é isso que a Bíblia ensina. O que Deus oferece é uma perspectiva que ajuda a entender porque temos o sofrimento atual, e também a entender o que Ele fez (e continua fazendo) até chegarmos àquele momento futuro onde sim, o sofrimento acabará para todo sempre. Falando deste tempo futuro o apóstolo Paulo escreveu aos romanos “Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18).

ENTÃO, O VÍDEO É RUIM?

Não, não é ruim, e a resposta não foi tão cabeluda assim (bem, além do cabeludo, né?). O vídeo é bem feito, com boa qualidade de produção e atuação dos atores. Para uma audiência cristã, a “pegadinha” faz a gente pensar, e tem até valor humorístico. Mas, se o alvo do vídeo foi evangelismo ou apologética (uma defesa da fé), vários elementos importantes estavam faltando para cumprir este propósito.

Temos que ter cuidado com vídeos como esse que servem para propor uma ilustração legal, mas que, analisados, não carregam o peso nem a verdade suficientes para “convencer” alguém daquilo que a Bíblia propõe como verdade. Deus pode usar como ferramenta para trazer alguém ao entendimento da Sua Palavra, mas isso não muda o fato que “a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” (Rm 10.17).

Certamente podemos ser criativos nos métodos que usamos para evangelizar as pessoas à nossa volta, mas até nossas ilustrações devem refletir o Evangelho com fidelidade.