Jesus e Nicodemos (3)

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João 3.16-21

Neste domingo na nossa série “Podes Crer” concluímos o estudo da conversa de Jesus com Nicodemos do capítulo três de João. Ao longo da conversa, Jesus estava derrubando todo o sistema religioso de Nicodemos e outros como ele, ensinando que a salvação é uma obra completamente divina, acessível a qualquer homem apenas pela fé.

Na parte da conversa que estudamos neste domingo, Jesus responde o porquê deste plano, ou seja “por que Deus oferece a salvação a todos pela fé?” Resumimos Sua resposta em três motivos:

  1. Deus oferece salvação porque nos ama. Ele nos ama porque, como vemos em outros trechos, Ele nos fez em Sua imagem e semelhança. Também nos ama, porque, pela decisão de Adão, Ele nos perdeu para o pecado, e quer nos restaurar. E, finalmente, nos ama porque decidiu nos amar—é um compromisso dEle com o homem.
  2. Mas Deus também oferece a salvação pela fé ao homem porque nós precisamos da salvação. Já estávamos condenados pelo pecado original em Adão, que deturpou toda a raça humana. Mas o texto revela outro julgamento: a luz (Jesus), veio ao mundo, e os homens amavam mais as trevas do que a luz. Falta de fé em Cristo nos condena.
  3. Finalmente, Ele oferece a salvação pela fé porque a fé é essencial no plano de Deus para a salvação. Ele oferece, universalmente, a salvação a todo aquele que crê no Filho. Jesus não veio condenar—já estávamos condenados!—mas quando rejeitamos a Cristo, se confirma a condenação. A fé nEle dá acesso à salvação dEle.

Vamos parar e pensar sobre o que aprendemos, aplicado à nossa vida espiritual:

Vamos imaginar uma conversa atual entre Nicodemos e Jesus: no lugar de Nicodemos, você colocará alguém do seu círculo de conhecidos—parentes, amigos, colegas de trabalho—e você, como representante de Jesus, ficará no lugar dEle. Imagine que essa pessoa vem para você com uma pergunta espiritual, ou com algum assunto que você, usando a oportunidade como ponte, quer usar como gancho para uma conversa espiritual. Do que você falaria? Como você apresentaria o evangelho? Que assuntos-chave seriam necessários para uma boa apresentação das boas novas da salvação?

Mark Dever, autor do livro 9 Marcas da Igreja Saudável, oferece as seguintes perguntas para avaliarmos se realmente estamos apresentando o evangelho completo.

  • Falei de Deus como Ele se revela nas Escrituras? Apresentei Deus como sendo único, criador, santo e justo que em amor planejou e realizou a redenção do homem?
  • Falei do homem como ele é apresentado nas Escrituras? Apresentei a humanidade como a criação de Deus, responsável individualmente pela condição de pecador, condenado à morte eterna pelos seus pecados?
  • Falei de Jesus Cristo como Ele foi revelado nas Escrituras? Apresentei Jesus como Deus encarnado, que para ser o único e todo-suficiente Salvador, viveu uma vida perfeita, sem pecado, e ofereceu-se para morrer em meu lugar, e ressuscitou ao terceiro dia, vencedor sobre a morte e pecado?
  • Encorajei uma resposta a estas boas novas? Depois de ter apresentado o evangelho, eu levei a pessoa a entender que precisa hoje mesmo decidir se aceitará ou não a mensagem do evangelho?

Como falamos no domingo, a mensagem do evangelho não é apenas para o descrente: continua sendo uma mensagem válida e indispensável para o cristão também. Para o incrédulo, é o poder da salvação…para aquele que crê. Mas para o cristão, que já colocou sua fé em Cristo, é uma mensagem de esperança e graça para a luta diária contra o pecado, e também para aqueles que ainda não conhecem a Cristo à nossa volta. Vamos alterar as perguntas de Mark Dever para aplicá-las ao nosso dia a dia.

  • Enxergo Deus na minha vida como Ele se revela nas Escrituras? A minha caminhada reflete que Ele é único, criador, santo e justo que em amor planejou e realizou a minha redenção?
  • Eu entendo quem sou da forma apresentada nas Escrituras? A minha vida reflete o meu entendimento como um ser individualmente responsável pela minhas atitudes e decisões, salvo em Cristo para viver mais e mais conforme à Sua imagem (pelo ação do Espírito!)?
  • Enxergo Jesus Cristo como Ele foi revelado nas Escrituras? Estudo e imito Jesus como Deus encarnado, meu o único e todo-suficiente Salvador, que exemplifica para mim uma vida perfeita, sem pecado, que ofereceu-se para morrer em meu lugar, e ressuscitando ao terceiro dia, vencendo a morte e pecado para que eu pudesse combater o pecado diariamente?
  • Qual a minha resposta a estas boas novas? À medida que estudo o evangelho, eu entendo que preciso hoje mesmo me decidir a tomar ação e viver e compartilhar o evangelho?

Sua tarefa, não só para esta semana, mas constantemente, é usar estas duas listas de perguntas para avaliar os seus hábitos de evangelismo (falar de Cristo para outros), e a sua caminhada cristã, à luz do evangelho.

Dia 1

João 3.1-10

Dia 2

João 3.11-15

Dia 3

João 3.16-21

Dia 4

João 1.1-12

Dia 5

Hebreus 11 (esp. v. 6)

Dia 6

Romanos 5.1-9

Dia 7

Romanos 5.10-21

Jesus e Nicodemos (2)

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João 3.10-15

Ouvidos Atentos

Neste domingo continuamos estudando o terceiro capítulo de João, que relata a conversa de Jesus com Nicodemos. Recapitulamos um pouco da conversa: Nicodemos era um fariseu, uma autoridade entres os líderes religiosos, e Jesus o chama até de “mestre em Israel”. Ele era proeminente entre os seus contemporâneos, mas, como apontamos também, ele era um grande hipócrita. Os fariseus dependiam exclusivamente na obediência à lei para sua salvação. Nicodemos provavelmente desconfiava da sua bancarrota espiritual, e por isso veio para Jesus. Descobriu algo assustador (para um legalista): a salvação é completamente uma obra de Deus e do Espírito—um novo nascimento de cima, espiritual—Nicodemos não podia fazer nada para entrar no reino de Deus! Por isso concluiu: “como pode ser isso?” (v.10)

Vimos que Jesus usou a conversa para falar não somente com Nicodemos, mas com todo o povo de Israel. Usando passagens do Velho Testamento que Nicodemos conheceria bem, Jesus estava declarando que Ele era o Messias sofredor e rejeitado (Isaías 53), e também a salvação (Números 21).

Passamos algum tempo falando da analogia na história de Nm 21: o povo reclamou contra Deus e Moisés, e Ele os julgou com serpentes venenosas. A única salvação foi um passo de fé: olhe para a serpente de bronze que Moisés levantou num poste, e você viverá. Jesus declarou para Nicodemos que Ele faria algo semelhante: quando Ele fosse levantado (referindo-se à cruz), todos que olhassem para Ele (no sentido de acreditar nEle para a salvação) teriam a vida eterna.

Corações Abertos

Vamos parar e pensar sobre o que aprendemos, aplicado à nossa vida espiritual:

A mensagem central que ressaltamos desta conversa de Jesus com Nicodemos é que a fé em Cristo é a resposta para todo tipo de hipócrita. A palavra “hipócrita” é pesada, mas vem da palavra grega para “ator”: simplesmente significa alguém que finge ser algo quando a realidade é outra. Assim, todos nós, quando não vivemos a realidade de Deus em nossa vida, somos hipócritas.

Descrevemos quatro tipos de hipócritas:

  • o hipócrita ignorante: isso seria a pessoa que é falsa, mas não sabe que é. Ainda não tem todas as informações necessárias do evangelho para entender a falsidade da vida sem Cristo. Quais seriam alguns exemplos de pessoas ignorantemente hipócritas?
  • o hipócrita teimoso: já neste caso, a pessoa sabe que vive uma duplicidade; conscientemente cria uma fachada para apresentar para o mundo, enquanto conhece a verdadeira condição de sua vida. Quais seriam algumas manifestações desta hipocrisia?
  • o hipócrita peçonhento: os fariseus se encaixavam nesta categoria, pois não só entendiam sua falsidade, mas pelas suas demandas como líderes religiosos, levavam os outros a viverem como eles. Você já se sentiu pressionado a viver de uma forma falsa para agradar alguém com autoridade? Como isso pode se manifestar no trabalho? Na família? Na igreja?
  • o hipócrita confesso: Esta categoria poderia se chamar o hipócrita arrependido, ou o ex-hipócrita. Para olharmos para a cruz, precisamos remover as máscaras e chegar a Cristo, pela fé, como somos. Ele não se engana. A vida em Cristo é verdadeira, para ser apresentada verdadeiramente. Você continua com alguma máscara, ou está olhando para a cruz?

Mãos Estendidas

Vamos enxergar esta ideia pela lente da esperança na graça de Deus. O propósito não é pesar você com um sentimento de fracasso ou culpa, mas, como Moisés fez com as pessoas mordidas pelas serpentes, e como Cristo fez com o mundo: é apontar você para a solução. E como uma pessoa já salva em Cristo, você entende estes passos muito bem, mas vale relembrar.

Reconhecer. Para procurarmos a solução é necessário entender que temos um problema a ser resolvido. Se formos ignorantes, precisamos da Bíblia para nos instruir (2 Tm 3.16-17), e de outros cristãos para apontar onde estamos fracos (em mansidão!). A outra parte do reconhecer é entender que só há em Cristo, e na Sua Palavra, a solução completa e eterna para o seu problema. Complete: eu reconheço que estou vivendo uma vida dupla nesta área ____________________ e preciso olhar para a cruz para me ajudar a resolver isto.

Confessar. Reconhecer é o primeiro passo. Admitir para Deus e para as pessoas é o segundo. A vida cristã precisa ser transparente. Você não está sozinho, e também não fez algo imperdoável—você precisa da graça de Deus, e Ele só pede que você, pela fé, entregue estas coisas para Ele. Complete: Eu preciso confessar _____________________ para Deus, e preciso ir para a(s) seguinte(s) pessoa(s) __________________________________ e confessar o que tenho feito.

Olhar para a cruz. Claro que esta frase é simbólica; significa achar em Cristo (por meio da Sua Palavra), a solução para o seu problema. Procure na Bíblia por mandamentos e princípios que ajudarão você a crescer na sua fé em Cristo.

Mentes Ocupadas

Dia 1

João 3.1-10

Dia 2

João 3.10-15

Dia 3

Isaías 53.1-5

Dia 4

Números 21.4-9

Dia 5

Colossenses 2.1-15

Dia 6

Efésios 4.17-32

Dia 7

1 Pedro 2.1-10

Jesus e Nicodemos (1)

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João 3.1-10

Ouvidos Atentos

Neste domingo continuamos estudando o evangelho de João, examinando a parte do ministério de Jesus que denominamos o período de consideração. No final do capítulo dois, vimos que Jesus não se confiava àqueles que criam nEle, pois sabia o que estava no coração do homem. Neste domingo vimos que logo em seguida, o Evangelista escreve sobre um homem: Nicodemos, uma autoridade entre “os judeus”, aqueles líderes religiosos que dominavam a cultura judaica. Ele veio à noite para falar com Jesus.

A primeira colocação de Nicodemos, “sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais miraculosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele” (Jo 3.2), na verdade era uma pergunta semelhante à pergunta feita ao Batista: “Quem é você?” Queriam identificá-lO como o Messias.

A resposta de Jesus foi difícil para Nicodemos aceitar. Ele declarou que para entrar no reino de Deus, era necessário “nascer de novo” (ou, também, “nascer de cima”). Vimos a explicação desta declaração: o acesso ao reino de Deus não é possível pela carne (pelo nascimento humano), nem por alguma ação humana. A ação do Espírito é independente do ser humano; da mesma forma que o nosso nascimento acontece sem a nossa participação ativa, o nosso nascimento espiritual é algo divino.

A reação de Nicodemos foi semelhante à nossa: como pode ser isso? Se o acesso ao reino é pelo nascer de novo, e este nascimento é ação de Deus, como podemos entrar no reino? Veremos a resposta mais detalhada na próxima mensagem, mas, como sabemos, a resposta é Jesus Cristo.

Corações Abertos

Vamos parar e pensar sobre o que aprendemos, aplicado à nossa vida espiritual: 

Nicodemos confiava em várias coisas para sua salvação (acesso ao reino de Deus): confiava na sua ascendência (israelita, filho de Abraão); na sua posição (era mestre em Israel); na sua religiosidade e seu comportamento (era fariseu, um grupo que se considerava mais puro do que os outros judeus por causa da sua obediência à lei).

Nós que já conhecemos a Cristo sabemos que não podemos confiar nestas coisas. A salvação vem pela graça de Deus, mediante nossa fé no Salvador que Ele nos oferece.

Mas, como Cristo, falaremos com pessoas que não conhecem Jesus. Que princípios podemos extrair da conversa de Jesus com Nicodemos que nos ajudarão a falar com outras pessoas sobre a salvação?

Você conhece pessoas que confiam em alguma coisa além da ação de Deus (nascer de novo/de cima) para a salvação? Em que tipo de coisas confiam?

Como você pode usar a sua história da salvação (seu testemunho) para ajudar esta(s) pessoa(s) a aceitarem o plano de Deus pela fé?

Leia Gálatas 3.1-7. Jesus falou com Nicodemos sobre a impossibilidade da salvação por meio da ação humana. Mas Paulo estava falando com cristãos. O que ele quis dizer com a pergunta: “Será que vocês são tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio?”

Você que já conhece a Cristo (nasceu do Espírito), está tentando viver a caminhada cristã pelo próprio esforço (a carne)?

Mãos Estendidas

No começo da nossa série, nós falamos como o Evangelista usou a filosofia dos gregos como ponte para falar de Cristo. Nesta conversa com Nicodemos, vimos Jesus usando o nascimento como uma ilustração de uma verdade divina. Vamos pensar como podemos usar momentos e assuntos da vida diária como pontes para evangelizar pessoas que conhecemos.

Pense sobre uma pessoa conhecida—parente, amigo, colega de escola ou trabalho—que não é salva. Anote o seu nome:

Quantas vezes por semana você vê esta pessoa?

Que oportunidades você tem para direcionar a conversa para coisas espirituais? (Momentos propícios, tempo para falar):

Ore por esta pessoa, pedindo a Deus 1) oportunidades para falar de Jesus para ela; e 2) coragem e ousadia, para usar as oportunidades que Ele lhe dará.

Que interesses esta pessoa tem que poderiam ser usados para falar de Jesus?

Que assuntos vocês normalmente abordam que você poderia redirecionar para assuntos espirituais?

Decida hoje que você falará com esta pessoa sobre Jesus Cristo durante esta semana. (Tome passos pequenos; entenda o que a pessoa está pronta para ouvir e aceitar.)

Complete: “Está semana, vou falar com ______________________ sobre Jesus Cristo da seguinte forma: ____________________________________________________________________________.

Mentes Ocupadas

Dia 1

João 2:12-25

Dia 2

Filipenses 4.1-9

Dia 3

Colossenses 3.1-17

Dia 4

Salmo 19 (esp. vv.12-14)

Dia 5

Salmo 139 (esp. vv.23-24)

Dia 6

Salmo 37 (esp. vv.4-8)

Dia 7

João 3.1-21

Jesus Conhece o Coração do Homem

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João 2.12-25

Ouvidos Atentos

Neste domingo concluímos o capítulo dois do evangelho de João, estudando sobre a primeira visita de Jesus a Jerusalém registrada no evangelho. Depois do casamento em Caná da Galileia, onde Jesus transformou água em vinho, Ele foi com Maria e os seus discípulos passar alguns dias em Cafarnaum. Estava chegando à época da Páscoa, portanto Ele viajou os 140km para Jerusalem. Visitando o pátio do templo, Ele viu as mesas daqueles que trocavam dinheiro, e daqueles que vendiam animais para os sacrifícios. Fazendo um chicote, Ele expulsou aqueles vendedores e cambistas, declarando que a casa de Deus não deveria ser um comércio.

Os judeus O questionaram, pedindo que fizesse um sinal miraculoso para provar que tinha autoridade para fazer aquilo. Lembrem que “os judeus” no livro de João significa o grupo de líderes religiosos, e não os judeus em geral. A resposta de Jesus foi uma referência à Sua morte e ressurreição: “destruam este templo, e eu o levantarei em três dias” (v.19). Esta fala de Jesus resultaria na confirmação da fé dos seus discípulos algum tempo depois, quando Ele foi crucificado e ressuscitou.

João registra que Jesus realizou milagres naqueles dias em Jerusalem, mas não nos fala exatamente o que Ele fez, pois o foco estava na reação das pessoas: eles acreditavam nEle. Mesmo assim, Jesus sabia que sua fé era limitada, e portanto Ele não se confiava a eles. Em todas estas coisas Ele se mostrou conhecedor do coração do homem. Embora tinham aqueles que se declaravam seus seguidores, Ele entendia que não estavam seguindo a Sua pessoa, mas o Seu poder.

Corações Abertos

Vamos parar e pensar sobre o que aprendemos, aplicado à nossa vida espiritual: 

1 Coríntios 6.19, 20 diz: 

Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário [templo] do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês”.

Se Jesus visitasse o templo hoje (você), será que Ele sentiria a necessidade de purificar o templo (seu corpo) como Ele fez naquele dia? O que seriam alguns tipos de “comércio religioso” que nós podemos ter na nossa vida espiritual?

Muitos naquele tempo estavam terceirizando a sua experiência religiosa por meio do comércio religioso feito ali. Quais são algumas maneiras que podemos terceirizar a nossa fé hoje? Você está terceirizando sua fé e sua caminhada cristã?

Quando Jesus purificou o templo, Ele foi questionado pelos líderes religiosos: que autoridade Ele tinha para fazer aquilo? Será que nós também não questionamos a autoridade ou o direito de Jesus de apontar e expulsar os pensamentos e comportamentos pecaminosos que habitam no nosso templo?

O Evangelista registra que muitos acreditaram em Jesus por causa dos seus milagres, mas também explica que Jesus, conhecendo o seu coração, não se confiava a eles (não assumiu o papel de líder deles). Se Jesus viesse hoje à IBABI, Ele poderia se confiar a nós, conhecendo o nosso coração?

Mãos Estendidas

A vida cristã não deve ser marcada por um sentimento de culpa por não vivermos da maneira correta. Portanto, quando fazemos perguntas do gênero “será que meu coração está puro”, precisamos de um plano de ação para acionarmos a graça de Deus na nossa vida. Deus não aponta o nosso erro para nos derrotar, mas para nos dar a vitória sobre aquele erro por meio de Jesus Cristo. Lembrando da dinâmica despir/revestir que estudamos algumas semanas atrás, crie um plano de ação para potencializar a graça de Deus nas seguintes áreas:

Meus pensamentos. Tenho algum pensamento ou perspectiva que não se alinha com o ensino da Palavra de Deus?
Que qualidades de Cristo posso aplicar aos meus pensamentos para substituir estes pensamentos pecaminosos? (Comece com Fp 4.8-9).

Meus desejos. Que desejos ou propósitos do meu coração são pecaminosos?
Que desejos Deus me dá para que possa substituir estes desejos pecaminosos?

Meus comportamentos. Tenho algum comportamento pecaminoso (resultado de pensamentos ou desejos pecaminosos)? De que práticas ou comportamentos bíblicos preciso me revestir?

Minhas palavras. A minha língua está sob o controle de Deus? Como posso transformar a minha fala em algo que agrade a Deus?

Mentes Ocupadas

Dia 1

João 2:12-25

Dia 2

Filipenses 4.1-9

Dia 3

Colossenses 3.1-17

Dia 4

Salmo 19 (esp. vv.12-14)

Dia 5

Salmo 139 (esp. vv.23-24)

Dia 6

Salmo 37 (esp. vv.4-8)

Dia 7

João 3.1-21

O Primeiro Sinal de Jesus

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João 2.1-11

Ouvidos Atentos

Neste domingo na nossa série “Podes Crer” começamos o segundo capítulo do evangelho de João. Vimos que, de acordo com o esboço geral do livro que estamos usando na série, estamos no período de consideração, um tempo onde o Evangelista apresenta Jesus no começo do Seu ministério, antes que começassem as controvérsias e os conflitos. Continuar lendo

Os Primeiros Discípulos de Jesus

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João 1.35-51

Ouvidos Atentos

Neste domingo retomamos a nossa série, “Podes Crer”, estudando o evangelho de João. Lembrando que o primeiro capítulo é uma introdução ao evangelho, examinamos novamente as declarações do Evangelista sobre Jesus como sendo Deus revelado aos homens, e sobre João o Batista como a primeira testemunha que aponta para Jesus como o Messias. A mensagem do Batista no evangelho se divide em três dias: no primeiro, ele nega ser o Cristo, mas declara que Ele está presente no seu meio; no segundo, ele aponta para Jesus e o identifica como o Messias. A mensagem deste domingo começa a partir do terceiro dia, quando o Batista aponta para Jesus novamente, mas agora com o intuito de enviar os seus discípulos para segui-lO.

Os primeiros dois discípulos deixaram o Batista, e o texto só identifica André. (Não sabemos a identidade do outro, mas é muito provável que seja o próprio Evangelista.) André fez o que é natural quando alguém descobre algo muito importante ou interessante; ele vai e fala para outra pessoa. No caso, a pessoa foi o seu irmão, Simão, que, quando apresentado a Jesus, logo recebe outro nome: Pedro.

Em outro momento, é Jesus que chama alguém para segui-lO: Filipe. Este também vai e procura outro para contar-lhe as boas novas. Natanael expressa as suas dúvidas sobre a possibilidade de algo bom sair de Nazaré, mas logo é convencido da identidade de Jesus e o declara o Filho de Deus e o Rei de Israel. Assim o Evangelista faz a transição do Batista para o Messias, cujo ministério estudaremos ao longo do livro.

Corações Abertos

Vamos parar e pensar sobre o que aprendemos, aplicado à nossa vida espiritual:

No texto de João 1.35-51 temos a história dos primeiro discípulos interagindo com Jesus, agora declarado como Messias. A história é um pouco diferente nos Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos, e Lucas), onde vemos Jesus andando pelo mar da Galileia, chamando Pedro, André, João e Tiago, os pescadores da turma (Mt 4.18-22; Mc 1.16-20; Lc 4.1-13). Também encontramos a lista dos Doze nos outros evangelhos (Mt 10.1-4; Mc 3.13-18; Lc 6.12-16): Simão Pedro e seu irmão André; João e Tiago, filhos de Zebedeu; Filipe; Bartolomeu (possivelmente Natanael); Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Simão o Zelote; Judas (Tadeu), filho de Tiago; e Judas Iscariotes.

O primeiro discurso de Jesus no evangelho de João é bem interessante. Ele simplesmente pergunta: “O que vocês querem?” Convém lembrar que o evangelho não é apenas uma historinha bonitinha de escola dominical: o Evangelista, pela inspiração do Espírito Santo tem um propósito por trás do material que ele escolhe incluir no texto, e como ele o organiza. Como veremos, a noção de pessoas que querem Jesus por ambições egoístas, e não para segui-lO incondicionalmente como discípulos, não é um problema moderno; acontece desde que Jesus se declarou como Messias.

Examinamos várias reações ao Messias: André e Filipe, empolgados e convencidos, evangelizando (contando as boas novas); Natanael, questionando. A pergunta ressoa para você hoje: o que você quer? Por que você se diz ser seguidor de Jesus? Por que você vai na igreja? O que você quer de Deus? De Jesus?

A resposta do verdadeiro discípulo de Jesus será: quero segui-lO e aprender dEle, não importa o custo.

Mãos Estendidas

Vimos que Natanael a princípio estava desconfiado da mensagem do evangelho: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?” Mas quando Jesus demonstrou o Seu conhecimento sobrenatural da vida de Natanael, ele logo declarou Jesus como Filho de Deus e Rei de Israel. A resposta de Jesus é basicamente assim: “Você se impressionou com isto? Você não viu nada ainda!”

Muitos cristãos ainda estão debaixo da figueira, questionando se algo bom pode vir da mensagem do evangelho. “Frequento a igreja, acredito em Jesus para salvação, mas será que algo bom para o meu casamento, a minha carreira, os meus filhos, a minha vida, pode sair disso?” Estes cristãos ainda estão na periferia da vida cristã, admirados com algumas coisas que Deus oferece, mas desconfiados que as respostas mais profundas estão em outro lugar.

Está na hora de deixar a periferia! Jesus está usando o evangelho de João para fazer a pergunta: o que você quer? Religião rasa, um pé na Bíblia outro no mundo? Ele não veio para ser meio Messias. Você está desconfiado que Jesus não tem todas as respostas que Ele oferece? Venha e veja na Bíblia que Ele é o Cordeiro de Deus! Você não viu nada ainda.

Faça uma pergunta honesta para si mesmo: o que eu quero com Jesus? Estou pronto a investir tudo—todas as áreas, de toda a minha vida—nEle, ou ainda estou desconfiado que este investimento não vai vingar?

Ore algo assim: Deus, estou cansado da fachada. Sei que creio em Cristo como Salvador, mas nesta ou naquela área da minha vida, eu estou vivendo para mim, e não para Ele. Quero estar completamente entregue como seguidor do Cristo, o Filho de Deus. Peço Sua ajuda para me render a Ele, e no Seu nome oro, amém.

Mentes Ocupadas

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 1.1-18

Dia 2

João 1.19-34

Dia 3

João 1.35-51

Dia 4

Mt 4.18-22; Mc 1.16-20; Lc 4.1-13

Dia 5

Mt 10.1-4; Mc 3.13-18; Lc 6.12-16

Dia 6

João 6.60-71

Dia 7

Lucas 9.57-62

O Propósito do Evangelho de João

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João 20.30, 31

Neste domingo começamos uma nova série de estudos, e desta vez será diferente das outras séries, pois trata-se de um estudo do evangelho de João, e não tem um número fixo de mensagens. Como introdução, estudamos um trecho bíblico quase no final do livro, onde João declara o propósito do seu evangelho: “Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome” (Jo 20:30,31).

Antes de examinar o texto em si, observamos uma lista de palavras e temas que se repetem no evangelho de João; palavras como luz e trevas, amor e ódio, carne e espírito, vida e morte, e entre outras. Ao longo desta nova série, voltaremos e lembraremos destas palavras e destes temas. Na mensagem de domingo, ressaltamos como estes temas organizam a própria declaração do propósito do evangelho:

Jesus realizou (fala da obra de Cristo) na presença dos seus discípulos (o testemunho de testemunhas oculares) muitos outros sinais miraculosos (o evangelho se organiza em volta dos sinais), que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos (fala da palavra declarada e escrita) para que vocês creiam (o crer é o tema central do livro) que Jesus é o Cristo (fala novamente da obra de Cristo), o Filho de Deus (mostra que Jesus vem de Deus Pai, para fazer Sua vontade) e, crendo (crer), tenham vida em seu nome (a vida eterna é outro tema central).

No seu livro “O Evangelho da Crença”,  o autor Merrill C. Tenney aponta algumas caraterísticas deste evangelho a partir desta declaração de propósito de João:

É um evangelho seletivo. Quando João diz que haviam outros sinais que Jesus fez, mas que ele selecionou alguns para o seu evangelho, ele está declarando que aqueles que ele escolheu registrar bastam para o seu propósito. O que isto diz sobre a importância destes sinais no estudo do evangelho? O que isso nos ensina sobre como nós apresentamos o evangelho para pessoas que não o conhecem?

É um evangelho comprovado. Embora João apresente algumas declarações que ele não sente a necessidade de defender, ele ainda apela para testemunhas oculares destes sinais. O que isso nos ensina sobre a importância da autenticidade do evangelho que apresentamos?

É um evangelho apologético. João tem como propósito convencer os seus leitores de que Jesus é o Cristo, e que pela fé nEle, os leitores podem ter certeza da vida eterna. Discuta com o seu grupo como devemos equilibrar a apresentação convincente do evangelho sem a imposição das nossas crenças.

É um evangelho interpretativo. Ao convencer pessoas que Jesus é o Cristo, João estava atribuindo, pela fé, todas as promessas do Messias dos judeus ao homem Jesus Cristo. Outros podem defender outra história, mas João estava convencido, e queria nos convencer. Você crer verdadeiramente na exclusividade de Cristo para a salvação? Você “prega” isto para outras pessoas?

É um evangelho definitivo. João não apresenta 50 tons de cinza. No seu evangelho, as coisas são claramente pretas ou brancas. Jesus ou é Filho de Deus, ou foi um grande mentiroso. Será que sua vida reflete este tipo de verdade absoluta? Ou você anda com o mundo ao dizer que cada um tem que acreditar no que achar melhor?

É um evangelho eficaz. João tinha certeza de quem colocasse sua fé em Jesus teria a vida eterna. A mensagem dele é simples e direta: acredite e terá a vida eterna. O evangelho que você declara apresenta este tipo de esperança?

Frases como “João escreveu” ou “o propósito de João” podem levar à ideia de que a autoridade deste evangelho vem do discípulo que o escreveu, mas convém lembrar que Deus é o autor principal de toda a Bíblia. Falamos de João pois o reconhecemos como o autor, e nos ajuda a destacar este texto dos textos que Deus inspirou outros a escrever. Mas pensando sobre esta maneira de falar, vamos imaginar como seria…

O Evangelho segundo _____________________ (escreva o seu nome)

Imagine que Deus estivesse começando um novo momento de revelação, e precisava de você como autor humano desta revelação divina. (É apenas um exercício. Ensinamos claramente na IBABI que Deus encerrou a Sua revelação.)

Primeiro, você precisaria de um propósito para o seu evangelho. O que você acha que Deus está demonstrando sobre Jesus Cristo a partir da sua vida?

Que eventos, pessoas, ou coisas Deus poderia selecionar para ressaltar o propósito do seu evangelho? Ou seja, quais destas coisas serviriam para testificar de Jesus na sua vida?

Se Deus fosse falar da sua vida, seriam mais exemplos positivos (como José ou Daniel), ou mais exemplos negativos (como a maioria dos “heróis” bíblicos)? Seria um exemplo a ser seguido, ou um aviso sobre atitudes e ações a serem evitadas?

Nossa leitura bíblica desta semana:

Dia 1

João 1-3

Dia 2

João 4-6

Dia 3

João 7-9

Dia 4

João 10-12

Dia 5

João 13-15

Dia 6

João 16-18

Dia 7

João 19-21