O Rei dos Réus (5): A Incerteza Confronta a Verdade

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JOÃO 18.28-19.16

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Temos comparado o nosso estudo do texto de João 18.28-19.16 como a ação de uma impressora 3D; com cada mensagem passamos pelo texto novamente para adicionar uma camada de perspectivas ao entendimento do julgamento de Cristo diante de Pilatos. Nesse domingo passamos pelo texto uma segunda vez para examinarmos as atitudes e ações de Pilatos, o governador romano a quem entregaram Jesus para condenar e executar.

Pilatos é uma figura interessante pelo ponto de vista histórico, porque temos informações sobre ele em documentos além do texto bíblico. Sabemos que ele foi governador romano da Judeia de 26 a 36 d.C. e que teve algumas dificuldades no início da sua carreira devido às suas decisões equivocadas. Ele causou uma revolta ao insistir que seus soldados entrassem em Jerusalém carregando estandartes com as insígnias romanas. Roma já havia removido essas insígnias devido ao fato que os judeus as viam como idolatria. Os judeus protestaram, levando à violência. Em outro momento, ele usou dinheiro da tesouraria do templo para pagar por um aqueduto que trazia água de fora para a cidade. Novamente, os judeus se revoltaram, e na luta com os soldados mais judeus morreram. Os judeus sabiam dessas pressões políticas que Pilatos sentia, e usaram isso para forçar sua decisão de condenar Jesus à morte, mesmo sem acusação real contra Ele.

Discutimos o fato que nenhum dos atores nessa cena poderia ter feito de forma diferente. Até mesmo os pequenos detalhes a crucificação de Jesus faziam parte do plano eterno de Deus. Mas ainda há muito que podemos aprender de Pilatos. Observamos a sua grande incerteza, entrando e saindo da sala de audiência pelo menos quatro vezes durante o julgamento. João diz em certo ponto que ele ficou “ainda mais amedrontado”, mostrando o seu estado emocional. Ele também lutava com a verdade, pois, por mais que tentasse, não achava nenhuma culpa em Jesus. Por fim, como muitas vezes nós fazemos, ele cedeu às pressões internas e colocou-se contra a Verdade, condenando-O a morrer crucificado.

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Vamos aplicar o que aprendemos das atitudes e das ações de Pilatos à nossa vida espiritual. A verdade é que cada ser humano é confrontado constantemente por duas visões opostas: por um lado, temos o mundo (a descrença), que condena e deseja eliminar a Verdade. Por outro lado, temos Deus, que nos revela a Verdade. Reflita sobre o conflito que essas visões criaram na vida de Pilatos naquela manhã, e sobre a sua decisão final.

Leia João 18.28-19.16 novamente.

Que evidências Pilatos tinha para condenar e crucificar Jesus?

Os judeus deram alguma acusação concreta para condená-Lo à morte (pela sua lei ou a lei romana)?

Que textos indicam que Pilatos, mesmo depois de examiná-Lo por algumas horas, não achava motivo para condená-Lo?

Que versículos nos mostram que ele era um homem justo (por padrões humanos)? Que ele lutava com a ideia de executar um homem inocente?

Que versículos revelam que ele se sentia pressionado a aceitar a acusação falsa dos judeus, mesmo não achando culpa nEle?

Por que você acha que ele mandou açoitar Jesus, mesmo crendo na Sua inocência? Que mais ele fez para procurar libertá-Lo?

Sua decisão final refletia o que ele acreditava ser a verdade? Por que ele decidiu crucificá-Lo?

Você já lutou com alguma decisão conflitante, onde sabia claramente o que a Bíblia ensina, mas sentia muita pressão, interna ou externa, a ir contra o que acreditava? O que você decidiu? Qual foi o resultado?

Como você pode se preparar para conflitos como esse, para se equipar de antemão para a batalha, a fim de não ceder às pressões?

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Separe um dia para fazer uma experiência. Seguindo os passos abaixo, você criará um “diário de comunicação”—um registro das “verdades” que você ouve ao longo de um dia normal. Que pessoas falam à sua vida, seja em pessoa, pelas mídias, pelas redes sociais, no trabalho ou na escola, etc.? O que estão dizendo?

Leia 1 João 2.15-17. João adverte sobre três tipos de desejos idólatras que “não provém do Pai, mas do mundo” (v. 16). A cobiça da carne apela aos cinco sentidos; atende aos desejos carnais e “necessidades” sentidas. A cobiça dos olhos, como diz, é mais específico àquilo que vemos. A ostentação de bens é um orgulho relacionado ao que possuímos. É importante lembrar que ele está se referindo a desejos excessivos ou desenfreados. Uma boa forma de medir seria perguntar, “o que desejo mais do que desejo a vontade de Deus em minha vida?”

Investigue. Anote exemplos de frases ou afirmações que você ouviu que refletiram abertamente algum desses desejos idólatras. Anote também quem estava falando, em que situação (quando) e usando qual meio de comunicação (como).

Você percebeu alguma mensagem que comunicasse essas ideias de forma mais sutil? Alguma dessas mensagens tinha roupagem cristã? Que frases ou palavras ajudaram você a perceber a mensagem oculta? Anote exemplos dessas frases ou afirmações, como também o quem, quando e como foram comunicadas.

Por fim, anote frases ou afirmações que falam abertamente da verdade revelada por Deus nas Escrituras. Alguém citou versículos bíblicos, ou foram todas referências indiretas à Bíblia? Anote o quem, quando e como foram comunicadas.

Avalie. De que lado veio a maioria das afirmações ou frases que você ouviu ao longo do dia? Foram mensagens do mundo ou de Deus? Você entende a influência que essas mensagens têm em sua vida, e na vida da sua família? É mais fácil ou mais difícil amar a Deus se estamos cercados de mensagens de amor pelo mundo?

Planeje. Que passos práticos você pode tomar para ter mais influência da Palavra de Deus em sua vida? Como você pode eliminar os meios de comunicação que falam predominantemente a mensagem do mundo e trocá-los por formas que comunicam a mensagem do Evangelho?

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Dia 1

João 18.28-19.16

Dia 2

João 10.11-18

Dia 3

João 14.1-7

Dia 4

1 Coríntios 10.1-14

Dia 5

Lucas 23.6-12

Dia 6

Mateus 27.15-25

Dia 7

João 8.28-32

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