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JOÃO 16.16-22
Ao longo das últimas seis mensagens, na minissérie “O Mundo Odeia Cristo”, estudamos o último discurso de Jesus sobre o relacionamento de amor/ódio que existe entre o mundo e Cristo e Seus discípulos (Jo 15.18-16.33). Da mesma forma que subdividimos o ensino acerca do Espírito Santo em duas partes, neste domingo começamos outra “microssérie” em três partes que falam de três atributos que marcam a vida do discípulo que vive no mundo que odeia a Cristo: a alegria, a oração e a paz. Essas três mensagens examinarão a última parte do discurso que começou com a simples afirmação de Jesus “Mais um pouco e já não me verão; um pouco mais, e me verão de novo” (16.16). Como vimos, Ele falava da Sua morte e ressurreição, mas isso gerou uma discussão entre eles a respeito do que Ele quis dizer. A Sua resposta e a subsequente confissão de fé dos discípulos levou Jesus a ensinar esses atributos que estudaremos.
Jesus já havia falado que o propósito Seu discurso da videira era para que a alegria deles fosse completa (15.11). Novamente nesse discurso Ele declara o Seu interesse na alegria dos Seus discípulos. Mas a alegria que Ele prega deve ser muito diferente da alegria proposta pelo mundo, pois a Sua alegria envolve ser odiado (15.18), ser perseguido e morto (16.2), e até passar por grande tristeza (16.20)! De fato, como já vimos sobre tantos outros conceitos, a alegria bíblica não se baseia nas nossas circunstâncias (subjetividade), e sim na verdade objetiva de Deus acerca da obra de Cristo. Além disso, tem duas qualidades que Jesus ensina, usando Sua própria morte como pano de fundo para o ensino. Primeiro, a tristeza do discípulo é temporária. Os discípulos teriam grande tristeza nos dias logo após a Sua morte enquanto o mundo se alegrava. Da mesma forma nós podemos passar por momentos de perda e tristeza. Mas a nossa tristeza nunca deve ser permanente, pois temos a imensa esperança da ressurreição!
Jesus comparou o sofrimento dos discípulos às dores do parto: assim como as dores são logo esquecidas na alegria do nascimento, o sofrimento do cristão é vencido pelo poder da ressurreição de Jesus. E essa alegria é permanente; Jesus diz que nunca poderá ser tirada. Por quê? Porque não depende das circunstâncias: é uma vitória completa e objetiva conquistada por Cristo na cruz.
Se pensarmos bem, muitas pessoas se aplicam diariamente à busca das duas coisas que foram prometidas aos discípulos de Jesus nesse texto de João: a alegria e a paz. Se conseguirmos aceitar pela fé o que Jesus está ensinando, poderíamos viver com a Sua alegria completa, mesmo em momentos de grande tristeza e sofrimento.
Vou fazer algo que raramente faço nos guias: vou falar na primeira pessoa e compartilhar algo pessoal diretamente. O enterro do meu professor, mentor, pastor e amigo, o Pr. David Lingo aconteceu no mesmo dia em que escrevi este guia. Ele foi filho de missionário, missionário, pastor e professor de missões no seminário onde estudei. Servimos nosso estágio com ele; fui consagrado ao ministério na sua igreja; fomos comissionados ao campo missionário sob seu pastorado. Sentei muitas vezes à sua mesa, cheguei a morar sob o seu teto. Poucos dias atrás ele faleceu de complicações do mal de Alzheimer que o levou em menos de quatro anos. Por que escrevo tudo isso? Porque, nesse exato momento os meus olhos estão vermelhos de tanto chorar ao assistir o vídeo que o genro dele fez para o seu memorial. Ou seja, estou triste ao lembrar mais uma vez da perda do meu velho amigo. Mas, em Cristo, minha tristeza é temporária, e minha alegria continua sendo permanente. O vídeo contém uma gravação de uma das suas mensagens, onde Pr. David falou, “se pudermos enxergar e entender a morte verdadeiramente da forma que Deus quer que entendamos, veremos que a morte provavelmente é nosso melhor amigo, pois nos leva de onde estamos agora para a própria presença de Deus”. Eu posso estar triste, e sentir saudades pela perda de um amigo, mas ao mesmo tempo posso ter alegria ao saber que, pelo poder da ressurreição do nosso Senhor e Salvador, Pr. David não só está na presença de Deus, mas um dia eu também estarei, e lá o verei novamente.
Você tem tristeza permanente e contínua? Você entende que isso não é o plano de Deus para os discípulos de Jesus? Você crê na alegria que Deus põe à sua frente pelo poder da ressurreição de Jesus Cristo?
Você está permitindo que alguma circunstância ou pessoa “tire a sua alegria”? Você entende, então, que se sua alegria pode ser tirada, ela não é a alegria que Jesus oferece no livro de João? Avalie honestamente onde a sua alegria está fundamentada—ela só será permanente quando ela for baseada na verdade objetiva da ressurreição de Cristo!
Leia Romanos 8.18-39. A mensagem desse texto de Paulo complementa o texto de João, pois aborda os temas de tristeza e de alegria no contexto da morte e da ressurreição de Cristo, interligados à vida no Espírito e a obra do Espírito no discípulo de Cristo. Numa folha, responda as seguintes perguntas a fim de entender o texto e de fazer aplicação prática dessas verdades em sua vida.
A tristeza do discípulo é temporária.
Paulo compara o sofrimento dessa vida com o que no v. 18? E qual é a sua conclusão?
Nos vv. 19-23, Paulo explica o efeito do pecado sobre o quê? Qual é a expectativa da criação acerca do sofrimento? Paulo usa a mesma ilustração que Jesus usou para descrever a qualidade temporária do sofrimento. Qual é a ilustração?
Qual é a esperança em que fomos salvos (v. 24)? Que outro texto bíblico fala sobre acreditar e esperar naquilo que não se vê? Em outras palavras, a paciência no sofrimento (v. 25) está atrelada à nossa ___________.
Quando passamos por sofrimento e tristeza aparentemente insuperáveis, Quem vem ao nosso encontro? Não foi isso que Jesus prometeu que Ele faria? Você entende a Sua presença em meio a sua dor?
Agora a pergunta que não cala: Você vive a vida do ateu funcional, que em meio a tristeza age como se Deus, Seu Filho e Seu Espírito não existem, por isso sente o desespero? Ou você vive essa esperança pela fé, dependendo da presença do Espírito Santo para te apontar para realidade da glória futura conquistada pelo poder da ressurreição?
A alegria do discípulo é permanente.
A mensagem dos vv. 28-30 não é genérica, “vai dar tudo certo”. A esperança é para aqueles que __________ a Deus, que foram __________ segundo o Seu propósito. Pois estes Ele de antemão __________, e também __________ para serem conformes à imagem de Seu Filho; também os __________, portanto os __________, e por fim os __________.
Qual é a resposta para cada pergunta começada com “quem” nos vv. 31-36?
Você entende a completude das afirmações dos vv. 37-39? Na visão de Deus, há alguma coisa que possa nos separar do Seu amor (tirar nossa alegria)? Você vê a diferença entre acreditar numa promessa firme do Deus Todo-Poderoso e acreditar na sua própria experiência subjetiva e inconfiável? Você vive com esta confiança?
Dia 1
João 16.16-33
Dia 2
1 Coríntios 15.12-33
Dia 3
1 Coríntios 15.35-58
Dia 4
Romanos 8.18-39
Dia 5
1 Coríntios 1.18-2.5
(Vale a pena ler de novo!)
Dia 6
Salmo 91.1-16
Dia 7
Salmo 13.1-6




